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Estado de Minas

Talibãs reivindicam atentado que matou militar americano no Afeganistão


postado em 23/12/2019 09:31

Os talibãs reivindicaram nesta segunda-feira o ataque que matou um militar dos Estados Unidos no Afeganistão, uma ação que pode ter importantes consequências, no momento em que Washington e os insurgentes retomam as negociações para alcançar um acordo.

Em um comunicado enviado à AFP por WhatsApp, o porta-voz dos insurgentes, Zabihullah Mujahid, afirmou que os talibãs "provocaram a explosão de um veículo americano no distrito Char Dara de Kunduz".

Antes da divulgação do comunicado talibã, o exército americano anunciou a morte de um soldado "em ação" no Afeganistão, sem revelar mais detalhes.

Uma fonte americana afirmou que o soldado falecido inspecionava um esconderijo de armar armas no momento da explosão. "Não foi o resultado de um ataque, como afirma o inimigo", disse, sob a condição de anonimato.

A morte acontece no momento em que Washington e os talibãs tentam alcançar um acordo sobre a retirada das forças americanos, em troca de garantias em termos de segurança por parte dos insurgentes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu o diálogo no início de setembro, após um atentado em Cabul reivindicado pelos insurgentes que deixou 12 mortos, incluindo um soldado americano.

As negociações, retomadas pouco depois, voltaram a ser interrompidas em dezembro após um ataque talibã contra um hospital perto da base americana de Bagram, ao norte de Cabul

Ao menos 20 soldados americanos morreram no Afeganistão em 2019, o ano mais letal para as Forças Armadas dos Estados Unidos no Afeganistão desde o fim oficial das operações de combate no fim de 2014.

Mais de 2.400 soldados americanos morreram em combate no Afeganistão desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em outubro de 2001.

Entre 12.000 e 13.000 soldados americanos estão atualmente no Afeganistão. Trump afirmou que desejava reduzir esta presença a 8.600, pois deseja cumprir a promessa de acabar com a guerra mais longeva na história dos Estados Unidos.

O ataque desta segunda-feira aconteceu um dia após o anúncio de que o presidente afegão Ashraf Ghani teria a reeleição assegurada, após os primeiros resultados das eleições presidenciais celebradas há dois meses.

Seu principal adversário, o primeiro-ministro Abdullah Abdullah, já anunciou que não aceita a reeleição do presidente.

Ghani criticou em diversas ocasiões o fato de ter sido deixado a margem das negociações entre Washington e os talibãs, que não aceitam negociar com o governo afegão, que consideram um fantoche dos Estados Unidos.

Outra explosão foi registrada nesta segunda-feira durante um funeral na província de Laghman, ao leste da capital afegã, que provocou três mortes e deixou nove feridos, informou o porta-voz do ministério do Interior, Nasrat Rahimi, que atribuiu a autoria aos talibãs, que não confirmaram a informação.


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