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Estado de Minas

Bombardeios do regime matam 23 civis no noroeste da Síria


postado em 17/12/2019 19:07

Ao menos 23 civis morreram nesta terça-feira em bombardeios do regime de Damasco na província de Idlib, no noroeste da Síria, segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Os bombardeios deixaram também 30 feridos, segundo a mesma fonte, nessa região que continua fora do controle do regime e onde no final de agosto foi aplicado um cessar-fogo, violado regularmente por bombardeios e confrontos há várias semanas.

Entre os 23 mortos estão sete membros de uma família, incluindo uma criança, atingidos na localidade de Talmanas, e a mulher e as três filhas de um socorrista dos "Capacetes Brancos", em Badama, segundo o OSDH.

A província de Idlib é controlada por jihadistas do grupo Hayat Tahrir al Sham (HTS), antigo braço sírio da Al-Qaeda.

Nesta região e nas zonas adjacentes nas províncias de Aleppo, Hama e Lataquia também operam vários pequenos grupos jihadistas e de rebeldes enfraquecidos.

Na região de Idlib, seis civis morreram na aldeia de Maasaran, onde o bombardeio atingiu um mercado, destruindo várias barracas de roupas e de verduras, constatou um correspondente da AFP.

Entre final de abril e agosto, Idlib foi bombardeada sem trégua pelo Exército sírio, com o apoio da aviação russa.

Segundo o OSDH, a ofensiva matou quase mil civis e deixou mais de 400 mil deslocados.

Apesar da trégua, os bombardeios e combates em terra, inicialmente esporádicos, se intensificaram no final de agosto, matando mais de 240 civis e centenas de combatentes, nos dois lados, revelou o OSDH.

Em outubro, o presidente sírio, Bashar al Assad, realizou sua primeira visita à província desde o início da guerra, em 2011, afirmando que a batalha de Idlib era cheve para acabar com o conflito.

A guerra civil na Síria, deflagrada em 2011 após a repressão de manifestações pró-democracia, deixou mais de 370 mil mortos e milhões de deslocados.


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