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Estado de Minas

Ataque mata 37 civis em Burkina Faso


postado em 06/11/2019 22:31

Uma emboscada contra um comboio que transportava funcionários da mineradora canadense Semafo matou nesta quarta-feira 37 civis em Burkina Faso, no pior ataque em cinco anos de violência jihadista neste país africano.

Na manhã desta quarta-feira, "indivíduos não identificados e fortemente armados" atacaram cinco ônibus com funcionários locais da empresa canadense Semafo, empresários e fornecedores, informou o governador da região, Saidou Sanou.

O ataque deixou ainda 60 feridos, segundo o funcionário.

Em Montreal, a Semafo Inc informou que os cinco ônibus eram escoltados por militares e que o ataque ocorreu a cerca de 40 km da mina de Boungou, na província de Tapoa.

Um fonte local de segurança revelou que "o veículo militar que escoltava o comboio detonou um dispositivo explosivo", e "um dos ônibus que transportava os trabalhadores ficou sob fogo".

O governo de Burkina Faso informou que desconhecidos armados realizaram um "complexo ataque", e que as forças de defesa lançaram uma enorme operação em toda a zona.

Este foi o terceiro ataque letal em apenas 15 meses contra a canadense Semafo, que opera duas minas em Burkina Faso.

"Estamos trabalhando com as autoridades em todos os níveis para garantir a segurança dos nossos empregados, empreiteiros e fornecedores", destacou a empresa canadense em um comunicado, no qual manifestou suas condolências às famílias das vítimas.

Outros dois ataques contra comboios de funcionários da mina Boungou, em agosto e dezembro do ano passado, deixaram onze mortos.

As províncias do norte de Burkina Faso enfrentam uma situação de violência jihadista que se arrasta por cinco anos, e segundo especialistas teve origem no vizinho Mali.

Os ataques já provocaram a morte de 700 pessoas desde 2015, segundo levantamento da AFP.

A situação levou quase meio milhão de pessoas a abandonar suas casas em busca de segurança.

A região do Sahel, incluindo os vizinhos Mali e Níger, é sacudida por uma violência permanente, apesar da presença das tropas de França e Estados Unidos.

Na segunda-feira, cinco policiais e ao menos cinco civis morreram em um ataque a um destacamento da polícia no norte do país, na região de fronteira com o Mali.

Burkina Faso está mergulhada há quase cinco anos em uma espiral de violência atribuída a movimentos jihadistas, alguns ligados à Al-Qaeda e outros ao grupo Estado Islâmico.


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