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Estado de Minas

Movimento indígena no Equador diz aceitar 'diálogo direto' com Moreno


postado em 12/10/2019 15:31

O movimento indígena que protesta no Equador anunciou, neste sábado (12), que apoiará o "diálogo direto" proposto pelo presidente Lenín Moreno, visando a negociar uma saída para a crise deflagrada pelos ajustes econômicos firmados com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Depois de um processo de consulta com as comunidades, organizações, povos, nacionalidades e organizações sociais, decidimos participar do diálogo direto" com Moreno, afirmou a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), em um comunicado.

A organização reconsiderou sua negativa inicial e aceitou um encontro cara a cara com o presidente para discutir "a anulação ou a revisão do decreto" sobre as reformas econômicas, após 11 dias de protestos que deixaram cinco mortos e quase 2.000 feridos e detidos.

Ontem, Moreno considerou "indispensável frear a violência" e convidou a Conaie a "encontrar soluções" frente ao apelo da liderança de radicalizar as ações após o fracasso de uma primeira tentativa de aproximação a pedido da ONU e da Igreja Católica.

O movimento indígena disse que a proposta não tinha "credibilidade", insistindo em que se sentaria para conversar apenas com a revogação do decreto que eliminou subsídios e aumentou os combustíveis em até 123%.

Neste sábado, os indígenas, desta vez liderados pelas mulheres, foram às ruas, em um contexto de novas propostas e de focos de violência contra os ajustes.

Um fotógrafo da AFP observou manifestantes com o rosto coberto, ou com capacetes, ateando fogo e saqueando um prédio da Controladoria, no norte de Quito.

A sede foi atacada com coquetéis molotov e, pouco depois, um grupo de homens entrou no edifício. Pelo Twitter, a ministra de Governo, Maria Paula Romo, anunciou o isolamento da área para "que as equipes de resgate pudessem atender ao incêndio e ao pessoal dentro" do imóvel.


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