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Estado de Minas

Cúpula climática da Costa Rica pede mais ação contra aquecimento global


postado em 10/10/2019 22:43

Representantes de governos e da sociedade civil de todo o planeta defenderam nesta quinta-feira, na Costa Rica, a adoção de uma ação mais firme contra o aquecimento global, advertindo para a grave crise envolvendo a mudança climática.

"Estamos vivendo uma emergência climática global e o tempo está se esgotando para a adoção das ações urgentes que requer o planeta", declarou o canadense David Boyd, relator da ONU para direitos humanos e meio ambiente, no encerramento da conferência.

A reunião em San José contou com 1.500 representantes de governos, empresários, jovens, indígenas e sociedade civil para discutir a agenda da 25ª Conferência das Partes (COP 25) da convenção sobre mudança climática, prevista para dezembro no Chile.

Boyd recordou que em 1992, quando foi realizada a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro e se lançou a convenção sobre o clima, 81% da energia consumida no mundo procedia de combustíveis fósseis, emissores de dióxido de carbono (CO2) causadores do aquecimento global, e 27 anos depois este número não mudou.

"Necessitamos de ação e não de palavras", disse o diplomata canadense na cerimônia de encerramento do encontro.

A economista mexicana Alicia Bárcenas, secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), advertiu que "os países não estão chegando a um acordo" sobre as tarefas urgentes que o mundo precisa para passar de uma economia dependente dos combustíveis fósseis para uma em comunhão com a natureza.

"O (atual) modelo econômico está esgotado. A mudança climática é o maior desafio desta geração e está colocando em risco os acervos econômicos, sociais e ambientais das gerações futuras", advertiu Bárcenas.

O presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, destacou que a luta contra o aquecimento global "é a causa mais importante da nossa geração e da próxima, é a causa da humanidade".

O encontro da Costa Rica serviu para aplanar o caminho para a COP 25 do Chile, onde os mais de 190 países signatários do Acordo de Paris deverão passar da negociação à fase de implementação.


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