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Estado de Minas

Sete países latinos apoiam Moreno e rejeitam "ação" de Maduro no Equador


postado em 08/10/2019 16:13

Sete países latino-americanos anunciaram nesta terça-feira (8) seu "firme apoio" ao presidente equatoriano, Lenín Moreno, e rejeitaram "toda ação" do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, e seus aliados para "desestabilizar" o Equador, que enfrenta fortes protestos devido à alta nos preços dos combustíveis.

"Os governos de Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Peru e Paraguai manifestam seu repúdio categórico a qualquer tentativa desestabilizadora dos regimes democráticos legitimamente constituídos e expressam seu firme apoio às ações empreendidas pelo presidente Lenín Moreno", indicou a chancelaria colombiana em um comunicado difundido em Bogotá.

Os sete países condenaram, ainda, qualquer influência de Maduro, a quem se opõem, e seus aliados para "desestabilizar" o presidente equatoriano.

"Rejeitam, ainda, toda ação destinada a desestabilizar nossas democracias por parte do regime de Nicolás Maduro e dos que buscam estender os alinhamentos de sua nefasta obra de governo aos países democráticos da região", indicaram.

Na segunda-feira, Moreno acusou Maduro e o ex-presidente equatoriano Rafael Correa, seu ex-aliado e próximo do governante venezuelano, de ativar um "plano de desestabilização" para tirá-lo do poder.

No mesmo dia, o presidente equatoriano se viu obrigado a transferir sua sede de governo de Quito para Guayaquil ante a aproximação dos manifestantes do hoje desocupado palácio presidencial.

Nesta terça, Moreno ofereceu um "diálogo" aos indígenas que preparam um grande protesto em Quito.

"Há diálogo para os irmãos indígenas que lastimavelmente têm necessidades e nisto estamos completamente de acordo", disse o presidente em declaração à imprensa.

Em 1º de outubro, Moreno anunciou o fim dos subsídios ao combustível e o consequente aumento de preços em cumprimento a uma exigência do FMI em troca de um empréstimo de mais de US$ 4 bilhões.

A decisão provocou, então, manifestações multitudinárias, que têm afetado a economia do país.

Segundo o Ministério da Energia equatoriano, a produção de petróleo no país caiu 31% desde o início dos protestos, que paralisaram vários poços na Amazônia.

As perdas de produção da estatal Petroamazonas "atingirão 165.000" barris por dia, informou a pasta em comunicado. O valor corresponde a 31% dos 531.000 bpd extraídos pelo país.

As operações em três blocos petrolíferos da estatal, localizados nas províncias amazônicas de Orellana e Sucumbíos, "não puderam ser totalmente restauradas devido às condições de insegurança presentes na área".

A esses prejuízos somam-se perdas de cerca de 1,7 milhão de dólares pela paralisação temporária do oleoduto estatal, porque os manifestantes também ocuparam suas instalações, causando danos às infraestruturas.

O apoio declarado pelos países latino-americanos se soma ao oferecido na segunda pelos Estados Unidos - aliados de Moreno - ao Equador, onde manifestações provocaram a queda de três governantes entre 1997 e 2005.


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