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Estado de Minas

Sobreviventes de trágico naufrágio no Báltico pedem investigação 25 anos depois


postado em 28/09/2019 12:13

Os sobreviventes do naufrágio do ferry boat "Estônia", que ocorreu no mar Báltico em 1994 matando 852 pessoas, pediram uma investigação independente neste sábado, durante uma cerimônia realizada em Estocolmo (Suécia) que lembrou a pior catástrofe marítima civil na Europa.

A embarcação afundou em menos de meia hora em 28 de setembro de 1994 em plena tempestade, quando fazia a rota entre Tallin, capital da Estônia, e Estocolmo. A bordo viajavam 989 pessoas entre passageiros e membros da tripulação, das quais apenas 137 foram resgatadas com vida das águas geladas.

Apesar das demandas de sobreviventes e parentes dos mortos, a barca ainda está no fundo do Mar Báltico, uma espécie de "cemitério marinho" sob um acordo entre Suécia, Estônia e Finlândia.

Em 1997, uma comissão de inquérito dos três países concluiu que houve uma falha no sistema de fechamento da porta deslizante da proa, o que permitiu que a água entrasse na área reservada aos veículos mais rapidamente.

A empresa que administrava a embarcação indenizou mais de 800 sobreviventes e parentes dos mortos com um fundo de compensação de cerca de 130 milhões de euros, mas as vítimas não puderam solicitar indenizações por danos morais, já que a lei sueca não reconhece este dano como tal.


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