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Estado de Minas

Boris Johnson é criticado por comentário sobre assassinato de deputada


postado em 26/09/2019 07:43

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson enfrentava nesta quinta-feira uma avalanche de críticas por um comentário sobre o assassinato de uma deputada da oposição há três anos em pleno debate sobre o Brexit e sua oratória provocadora, descrita como irresponsável e incendiária.

"Ontem (...) palavras raivosas foram pronunciadas, a atmosfera era tóxica", lamentou o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, que chamou os deputados a "se tratarem como oponentes e não como inimigos".

Johnson partiu para ofensiva na quarta-feira, quando os deputados voltaram ao trabalho, em uma sessão marcada por violentos confrontos verbais, após a anulação pela Justiça de sua decisão de fechar o parlamento até duas semanas antes da data marcada para o Brexit.

Ele se recusou a se desculpar, criticou repetidamente os legisladores por aprovar uma "lei de rendição" que o forçaria a solicitar um novo adiamento do Brexit e disse que "não trairia" o mandato do povo de deixar a União Europeia.

Mas a polêmica ganhou forma quando Johnson disse que a melhor maneira de homenagear Jo Cox - deputada pró-europeia assassinada por um eurofóbico durante a campanha do referendo de 2016 - "seria, acredito, realizar o Brexit".

"Me deixa doente que o nome de Jo seja usado dessa maneira", tuitou seu marido Brendan, que em declarações à rádio BBC criticou a linguagem "irresponsável" usada pelos políticos de ambos os lados, acusando-os de exacerbar as divisões sociais sobre a saída britânica da UE.

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, acusou Johnson de usar uma linguagem "indistinguível da linguagem da extrema-direita".

E até alguns membros do Partido Conservador governista pareciam incomodados: "Em um momento de sentimentos contraditórios, todos devemos estar cientes do impacto do que dizemos sobre aqueles que nos observam", disse o ministro da Cultura e Mídia, Nicky Morgan.

A segurança teve que ser aumentada nos últimos meses para proteger vários deputados que relataram ter recebido ameaças de morte por suas posições relativas ao Brexit.


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