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Estado de Minas

Trump promete pressionar Irã, enquanto europeus buscam avanços na ONU


postado em 24/09/2019 16:18

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, nesta terça-feira (24) intensificar as sanções contra o Irã, apesar das esperanças de um avanço de última hora no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas para reduzir as tensões.

Os líderes de França, Alemanha e Japão se reuniram em separado com Trump e com o presidente iraniano, Hassan Rohani, avivando as especulações de que ambos os líderes poderiam ter um encontro histórico em Nova York.

Em seu discurso na Assembleia Geral, cheio de elogios ao unilateralismo e de críticas à China, Trump deixou claro que não aliviará a pressão econômica sobre o Irã, uma condição estabelecida por Rohani para qualquer reunião.

"Enquanto o Irã mantiver um comportamento ameaçador, as sanções não serão suspensas. Serão endurecidas", frisou.

Trump culpou o Irã por um ataque ocorrido em 14 de setembro contra duas instalações petroleiras sauditas.

"Todas as nações têm o dever de agir. Nenhum governo responsável deveria subsidiar a sede de sangue do Irã", afirmou.

Ao mesmo tempo em que criticam o Irã, as potências europeias querem resgatar um acordo de 2015. Com este pacto, Teerã reduziu drasticamente seu programa nuclear em troca de promessas descumpridas de um alívio nas sanções.

No ano passado, Trump se retirou do acordo e impôs sanções, o que provocou o aumento das tensões com os iranianos.

- Risco de escalada regional -

O presidente francês, Emmanuel Macron, adverte que o maior risco é de uma "escalada fora de controle" no Golfo.

Contou que teve uma reunião de 90 minutos "extremamente direta" com Rohani, na segunda-feira à noite. Nela, disse que apresentou a questão dos ataques na Arábia Saudita, o rival do Irã que lidera uma ofensiva devastadora no Iêmen.

"Precisamos voltar à mesa para ter discussões francas e exigentes sobre as atividades nucleares, regionais e balísticas do Irã, mas também para ter uma abordagem mais ampla do que as sanções", disse Macron aos jornalistas.

"Espero que possamos avançar nas próximas horas", acrescentou.

Nos últimos dias, o Irã tem-se mostrado cada vez mais aberto a uma reunião com os Estados Unidos.

"Não estamos fechando a porta para uma conversa", reconheceu ontem o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif.

"O que estamos dizendo é que é preciso estabelecer credibilidade", explicou.

Outro sinal de boa vontade do lado iraniano é que o petroleiro britânico retido em julho por Teerã no Estreito de Ormuz foi convenientemente liberado por ocasião da cúpula dos líderes mundiais em Nova York.


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