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Estado de Minas

Marielle Franco e Raoni são indicados para prêmio Sakharov

Uma outra ativista brasileira, Claudelice Silva dos Santos, também concorre ao prêmio, cujo vencedor será conhecido em outubro


postado em 19/09/2019 06:49 / atualizado em 19/09/2019 08:33

(foto: Wikipedia/ Wikipedia)
(foto: Wikipedia/ Wikipedia)

A vereadora assassinada Marielle Franco, o líder indígena Raoni e o opositor russo Alexei Navalny estão entre os candidatos ao prêmio Sakharov 2019 da Eurocâmara, anunciaram diversos grupos políticos.


A Eurocâmara deve revelar nesta quinta-feira a lista de aspirantes ao prêmio, criado em 1998 em homenagem ao cientista soviético dissidente Andrei Sakharov e que reconhece os defensores dos direitos humanos e da liberdade de consciência.


Os nomes revelados pelas bancadas, na primeira edição do prêmio após as eleições para a Eurocâmara de maio que resultaram em um Parlamento mais fragmentado, concentram o foco no Brasil, assim como na China, Rússia e Quênia.


O Partido Popular Europeu (PPE, direita) propôs o nome de Navalny, opositor ao presidente russo Vladimir Putin, um ano depois do prêmio ser concedido ao cineasta ucraniano Oleg Sentsov, libertado recentemente após cinco anos de prisão na Rússia.


Os social-democratas e a bancada de esquerda radical apresentaram as candidaturas de três ativistas do Brasil: o líder indígena Raoni, a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 ao lado do motorista Anderson Gomes, e a ativista Claudelice Silva dos Santos.


Para a esquerda radical, que confirmou à AFP a candidatura dos três ativistas, "Marielle Franco, Claudelice Silva dos Santos e o líder Raoni são símbolos de resistência contra as violações dos direitos humanos no Brasil".


"Desde que o novo regime assumiu o poder em janeiro, o governo de [Jair] Bolsonaro estabeleceu um clima de temor para vários defensores dos direitos humanos", afirmou em um comunicado a eurodeputada social-democrata Kati Piri.


Marielle Franco também aparece na proposta de candidatura da bancada ecologista, ao lado do ex-deputado federal Jean Wyllys, que decidiu este ano deixar o Brasil e morar na Europa ante o número crescente de ameaças por sua luta pelos direitos LGTBI.


Os liberais apresentaram a candidatura do intelectual uigur Ilham Tohti, condenado à prisão perpétua na China, enquanto o grupo Conservadores e Reformistas Europeus (CRE) indicou cinco adolescentes do Quênia que criaram um aplicativo que ajuda as meninas vítimas de mutilação genital.


Desde 1988, a Eurocâmara concedeu o prêmio, dotado com 50.000 euros, a algumas associações e a personalidades como Nelson Mandela (1988), Malala Youfsafzai (2013) ou Aung San Suu Kyi (1990).


Em 2017, opositores venezuelanos receberam o prêmio, a quinta ocasião em que o Sakharov foi concedido à América Latina, depois das Mães da Praça de Maio (Argentina, 1992) e dos dissidentes cubanos Guillermo Fariñas (2010), a associação Damas de Branco (2005) e Oswaldo Payá (2002).


A Eurocâmara anunciará em 8 de outubro os finalistas do prêmio Sakharov, cujo vencedor será revelado em 24 de outubro.


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