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Estado de Minas

UE prolonga operação militar contra contrabandistas de migrantes


postado em 12/09/2019 14:01

Os Estados membros da União Europeia decidiram nesta quinta-feira estender o mandato da operação militar Sophia de luta contra contrabandistas de migrantes no Mediterrâneo, mas sua capacidade de ação permanecerá reduzida à vigilância aérea, por falta de navios.

Os embaixadores membros do Comitê Político e de Segurança (COPS da UE) decidiram estender por seis meses a operação Sophia, até 31 de março, anunciou à AFP duas fontes europeias.

Mas nenhum acordo foi encontrado para o retorno de navios, por falta de acordo sobre os desembarques de migrantes resgatados no mar. As operações serão limitadas à vigilância aérea.

A operação Sophia foi decidida em 2015 após um naufrágio em Lampedusa em que 800 pessoas morreram. A Itália assumiu o comando e sua sede fica em Roma.

Foi parcialmente suspensa em março de 2019, após a decisão dos Estados membros de não enviar navios para atravessar a costa da Líbia devido à recusa do governo italiano em aceitar o desembarque dos náufragos.

A coalizão formada entre a extrema direita e o movimento antissistema 5 estrelas que estava no poder em Roma desde 2018 exigia mudar as regras que impunham o desembarque dos naufrágios pelos navios de Sophia nos portos italianos.

A coalizão caiu no início de setembro e foi substituída por uma nova coalizão entre o movimento 5 estrelas e o Partido Democrático (centro-esquerda).

O novo governo negocia a organização de um sistema de "distribuição automática" de migrantes resgatados no Mediterrâneo, um dispositivo temporário cujo desenvolvimento foi confirmado nesta quinta-feira por uma fonte diplomática em Bruxelas.


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