Publicidade

Estado de Minas

Trump admite encontro com presidente do Irã


postado em 26/08/2019 20:19

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu a entender nesta segunda-feira que poderá se reunir em breve com seu homólogo iraniano, Hassan Rohani, para discutir a questão nuclear com o Irã.

Perguntado por jornalistas sobre a possibilidade de um encontro com Rohani nas próximas semanas, o líder americano qualificou a situação de realista, ao final da Cúpula do G7 em Biarritz.

Trump, que abandonou o acordo sobre o programa nuclear iraniano em 2018 e exerce pressão sobre Teerã, admitiu a reunião com Rohani desde que as circunstâncias "sejam apropriadas".

As discussões na Cúpula do G7 criaram "as condições para um encontro e um acordo", avaliou o presidente francês, Emmanuel Macron, que deu prioridade ao assunto na agenda em Biarritz.

No domingo, Macron convidou para viajar a Biarritz o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif.

Em Teerã, o presidente Hassan Rohani se mostrou aberto ao diálogo, apesar das críticas da ala dura do regime sobre a visita surpresa de Zarif à França.

"Acredito que devemos aproveitar todos os instrumentos para atender aos interesses nacionais", declarou Rohani em discurso na TV estatal.

"Se posso ir a uma reunião para obter a prosperidade do meu país e solucionar os problemas do povo, não duvidarei um momento sequer".

O acordo nuclear foi firmado em 2015 e previa a suspensão das sanções sobre o Irã em troca do compromisso de Teerã de abandonar o desenvolvimento de uma arma nuclear.

Mas após a saída dos EUA e a adoção de duras sanções por parte de Washington, o regime em Teerã parou de respeitar alguns termos do acordo, a partir de julho.

Os europeus tentam convencer Donald Trump a suspender as sanções sobre o petróleo iraniano em troca do pleno respeito de Teerã a seus compromissos no acordo, assim como o início de negociações sobre o programa balístico iraniano.

O auge da tensão entre Irã e Estados Unidos, com ataques misteriosos contra navios na região do Golfo, drones derrubados e petroleiros confiscados, fez temer uma escalada incontrolável nas últimas semanas.

Mas os passos em Biarritz marcam uma distensão, que deve ser materializada em Teerã e Washington, levando-se em conta o temperamento de Trump, destacam os analistas.


Publicidade