Publicidade

Estado de Minas

EUA relata sucesso parcial em política migratória criticada


postado em 08/08/2019 20:07

Os Estados Unidos relataram nesta quinta-feira um sucesso parcial em sua política migratória, ao deter menos imigrantes ilegais na fronteira com o México no mês passado, mas o governo de Donald Trump enfrenta duras críticas por ter separado famílias ao prender 680 pessoas em operações.

As sete operações na quarta-feira no Mississippi, no sudeste, deixaram muitas crianças sozinhas e dependendo dos vizinhos para ter o que comer e onde dormir, em cenas de partir o coração que desencadearam a ira dos opositores de Trump e de ativistas de direitos humanos.

No dia seguinte, o Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a patrulha de fronteira prendeu 21% menos imigrantes na fronteira com o México em julho em comparação com o mês anterior. A pasta atribuiu essa redução a um acordo assinado com o México em junho para interromper o fluxo de emigrantes que viajam para o norte em direção aos Estados Unidos vindos da América Central, principalmente da Guatemala, Honduras e El Salvador.

"A situação está melhorando", disse o secretário interino do DHS, Kevin McAleenan, esclarecendo que a crise de travessias ilegais na fronteira continua.

Esta questão é um dos pilares do governo Trump, que prometeu na campanha que o levou à Presidência que daria fim à imigração ilegal.

Neste contexto, o escritório de migração do ICE invadiu sete fábricas de processamento de alimentos em seis cidades do Mississippi na quarta-feira, na maior operação anti-imigração em um único estado da história do país.

A ICE informou na quinta-feira que, dos 680 presos, 300 já haviam sido libertados, 30 deles por razões humanitárias. Ele havia relatado anteriormente que muitos seriam libertados com tornozeleiras eletrônicas. O governo mexicano informou nesta quinta-feira que 107 dos detidos eram mexicanos.

Os imigrantes "devem respeitar nossas leis, eles têm que vir legalmente, ou não vir aqui", disse Mike Hurst, um procurador no distrito sul do Mississippi, ao relatar as invasões.

A promotoria do Mississippi informou na quinta-feira que 30 pessoas foram libertadas na quarta por razões humanitárias e 270 no dia seguinte, após serem processadas pela seção de investigação do Departamento de Segurança Interna (HSI).

"Se a HSI encontrou dois pais estrangeiros com filhos pequenos em casa, libertou um deles por razões humanitárias", disse ele em um comunicado. Também "libertou pais solteiros com filhos pequenos em casa".

Mas isso não foi suficiente para acalmar os espíritos dos ativistas dos direitos humanos.

Joshua Tom, diretor jurídico da ACLU em Mississippi - a maior organização de defesa dos direitos humanos no país - escreveu que "o presidente Trump continua a aterrorizar nossas comunidades com essas invasões desnecessárias e cruéis".

"Estamos profundamente preocupados que os ataques tenham separado as famílias do Mississippi, interrompido nossa economia local e desviado os recursos limitados do nosso estado para apoiar a agenda de deportação em massa de Trump", acrescentou.


Publicidade