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Estado de Minas

Duas supostas vítimas de Jeffrey Epstein pedem que ele permaneça preso


postado em 15/07/2019 17:49

Duas mulheres que dizem ter sido vítimas de Jeffrey Epstein pediram nesta segunda-feira (15) a um juiz federal para manter na prisão o milionário americano, acusado de exploração sexual de menores, ao que o magistrado responderá na quinta-feira.

"Fui agredida sexualmente por Jeffrey Epstein aos 14 anos", disse Courtney Wild, que situou os supostos fatos em Palm Beach, onde o acusado de 66 anos tem uma residência.

Ela considera necessário mantê-lo detido "pela segurança que todas as meninas que estão passando" pelo que ela passou. "É preocupante saber que um indivíduo assim está livre".

Epstein foi acusado em 8 de julho de tráfico sexual de menores e conspiração criminosa para traficar menores para explorá-las sexualmente, duas acusações passíveis de punição com um total de 45 anos de prisão.

Segundo a ata de acusação, ele teria levado menores de idade, algumas delas com apenas 14 anos, a suas residências em Manhattan e Palm Beach, na Flórida, entre 2002 e 2005 pelo menos, "para participar de atos sexuais com ele, depois do que lhes dava centenas de dólares em dinheiro".

Minutos antes da intervenção de Courtney Wild, outra suposta vítima, Annie Farmer, expressou seu "apoio" ao pedido do gabinete do procurador-federal Geoffrey Berman para manter Epstein na prisão, onde está desde 6 de julho.

Na audiência, o procurador adjunto Alex Rossmiller reiterou que o acusado representava um "risco extraordinário", em vista de seus volumosos recursos financeiros e de ter um jato particular.

Em um documento entregue ao juiz, a defesa de Epstein avaliou sua fortuna em mais de 500 milhões de dólares, mas aportou muito poucos elementos para avalizar esta estimativa, disse o juiz Richard Berman, que tomará a decisão na manhã de quinta-feira.

Rossmiller revelou que as autoridades tinham obtido informação de uma instituição financeira, que reportou uma conta com 110 milhões de dólares.

O procurador acrescentou que durante um registro realizado na residência de Epstein em Nova York, as autoridades também descobriram, em um cofre, "dezenas de diamantes" e "maços de notas", assim como um passaporte vencido emitido por um país estrangeiro com a foto do magnata, mas outro nome.

A defesa do financista sugeriu que, ao invés de permanecer preso, ele seja mantido em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e que sua casa em Nova York seja equipada com um sistema de videovigilância para que as autoridades possam seguir seus movimentos.

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