A organização Human Rights Watch (HRW) criticou as autoridades penitenciárias iraquianas por causa das condições degradantes nas que estão detidos milhares homens, mulheres e crianças em prisões superlotadas.
Em um comunicado, a agência de defesa dos direitos humanos indicou ter fotos da prisão de Tal Keif, na província de Nínive (norte), assim como de Faisaliyah e Tasfirat, que prova que não respeitam as normas internacionais.
Em uma das fotos é possível ver adolescentes amontoados em uma cela de prisão em Tal Keif, alguns deles em posição fetal. Em outra imagem, mulheres e crianças se aglomeram em uma sala cujas paredes estão cheias de roupas penduradas.
Segundo a HRW, houve mortos na prisão devido à falta de alimentação.
De acordo com a ONG, cerca de 4.500 pessoas estão detidas nas prisões de Tal Keif, Faisaliyah e Tasfirat - a maioria por terrorismo -, o que é quase o dobro da capacidade de 2.500 pessoas.
Cerca de um terço dos detidos já foi condenado e deveria ter sido transferido para Bagdá.
Os prisioneiros, além disso, não têm a possibilidade de ver seus advogados, de acordo com um especialista iraquiano que visitou as prisões e forneceu as fotos à HRW.
Bagdá declarou vitória sobre o grupo Estado Islâmico (EI) no final de 2017, mas continua a deter suspeitos de serem membros do grupo.
Não há números oficiais, mas alguns estudos apontam em 20 mil o número de pessoas detidas no Iraque por supostas ligações com o EI.
