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Estado de Minas

Novas manifestações para pedir renúncia das autoridades na Geórgia


postado em 21/06/2019 16:19

Milhares de manifestantes voltaram a se reunir nesta sexta-feira diante do parlamento da Geórgia para pedir a renúncia das autoridades, no dia seguinte a violentos confrontos causados pelo discurso de um deputado russo no plenário desta antiga república soviética.

A nova manifestação acontece depois que o presidente do parlamento, Irakli Kobajidze, membro do Partido Sonho Georgiano (Georgian Dream), anunciou sua renúncia nesta sexta-feira.

Pelo menos 8.000 pessoas responderam ao chamado da oposição para os protestos, segundo um jornalista da AFP.

Alguns tinham um olho enfaixado em apoio aos manifestantes que ficaram feridos no dia anterior nos incidentes com a polícia.

A maioria pedia a renúncia do oligarca Bidzina Ivanishvili, o homem forte do país.

Em um discurso diante da multidão, Grigol Vachadzé, líder do principal partido da oposição, o Movimento Nacional Unido (MNU), criado pelo ex-presidente no exílio Mikhail Saakashvili, pediu eleições legislativas antecipadas, uma reforma eleitoral e a renúncia do ministro do Interior.

O presidente do Parlamento da Geórgia anunciou sua renúncia pela manhã.

"A decisão de Irakli Kobajidze de deixar o cargo é uma prova do alto nível de responsabilidade estabelecido por nosso partido", disse Khaja Kaladze, secretário-geral do partido no poder, em entrevista coletiva.

A polícia da Geórgia dispersou com gás lacrimogêneo milhares de manifestantes que tentaram invadir na quinta-feira o parlamento em Tbilisi, depois o que deputado russo, Serguéi Gavrilov, falou do lugar destinado ao presidente da assembleia, durante um evento internacional.

De acordo com um assessor do primeiro-ministro, Mamuka Bakhtadze, os distúrbios deixaram um saldo de 39 policiais e 30 manifestantes feridos.

Por volta da meia-noite, a polícia lançou gás lacrimogêneo contra a multidão, e só parou quando muitos dos manifestantes deixaram o local.

Cerca de 10.000 manifestantes romperam o cordão policial para entrar no parlamento para exigir a renúncia do presidente da legislatura.

A ONG Human Rights Watch denunciou as ações da polícia contra uma multidão "não-violenta". A Anistia Internacional pediu uma "investigação séria".

Muitos acharam chocante a presença, considerando que os dois países enfrentaram uma curta guerra em 2008, após uma intervenção militar russa na Geórgia, e que a Rússia mantém tropas em duas regiões separatistas da Prússia georgiana que fazem fronteira com seu território.

Essas manifestações rapidamente se transformaram em um movimento mais global contra o domínio no país do Sonho Georgiano.

As companhias aéreas russas não poderão voar para a Georgia a partir de 8 de julho, segundo um decreto assinado nesta sexta-feira pelo presidente Vladimir Putin.

"A partir de 8 de julho de 2019, as companhias aéreas russas estarão proibidas temporariamente de efetuar voos do território da Federação Russa para o território da Georgia", afirmou o decreto publicado no site do Kremlin.


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