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Estado de Minas

Sob forte esquema de segurança, Capela Real de Versalhes recupera esplendor


postado em 19/06/2019 19:13

A Capela Real do Palácio de Versalhes, próximo de Paris, recuperará em um ano e meio seu antigo esplendor, através de uma restauração indispensável para o que foi a última grande obra de Luís XIV.

Construída entre 1699 e 1710, a obra-prima de Jules Hardouin-Mansart, de 40 metros de altura, está sendo reformada desde 2018, com intervenções no teto de chumbo e ardósia, na estrutura de carvalho, nos 1.800 vitrais e 3.000 m2 de fachada, além da limpeza, conserto e substituição de estátuas e baixo-relevos, após o desgaste dos anos.

É a "segunda grande restauração da capela" desde sua construção, e última foi realizada de 1875 1878, afirma Frédéric Didier, arquiteto-chefe de Monumentos Históricos, responsável pela restauração.

Estes trabalhos estão na "lista de emergências" de Catherine Pégard , que administra o palácio desde 2011

A cobertura de chumbo do edifício deve recuperar seu brilho inicial, gerado por uma camada de ouro, como era originalmente.

Durante a primeira grande restauração, no século XIX, a França estava em guerra e não tinha recursos financeiros para recuperar o dourado da cobertura. "E seria indecente. Hoje faremos, porque Versalhes merece", explica Didier.

A restauração é feita sob alta vigilância, 24 horas por dia, com forte fiscalização, câmeras térmicas e detectores de fumaça para prevenir qualquer risco de incêndio, para evitar assim uma repetição do trágico incêndio da catedral de Notre Dame de Paris, explica à AFP a diretora de patrimônio e dos jardins do palácio, Sophie Lemonnier

As duas primeira etapas da reforma estão orçadas em 16 milhões de euros (cerca de 68 milhões de reais), parte financiada por entidades privadas, com a fundação suíça Philanthropia, que liberou 11 milhões.

Pégard destaca que há empresas que estão ajudando na restauração dos vitrais e de seis das 28 estátuas monumentais da balaustrada exterior, que representam os evangelistas, apóstolos, religiosos e alegorias das virtudes cristãs.

O final da obra está previsto para 2020.

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