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Estado de Minas

Odebrecht pede recuperação judicial para evitar falência


postado em 17/06/2019 19:43

O grupo Odebrecht, no centro de um escândalo de corrupção envolvendo uma dúzia de países, entrou nesta segunda-feira com um pedido de recuperação judicial para negociar uma dívida total de 80 bilhões de reais, revelou a 1ª Vara de Falências de São Paulo.

Trata-se do maior processo de recuperação judicial da história do Brasil, superando o que envolveu a empresa de telefonia Oi, totalizando 64 bilhões de reais.

A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação de uma situação de crise econômica-financeira do devedor, visando manter o funcionamento da empresa e o emprego de seus funcionários.

As empresas declaradas em recuperação judicial no Brasil têm seis meses para alcançar um acordo com seus credores.

O pedido foi formulado pelo Conselho de Administração da ODB - a holding que controla as diferentes empresas do grupo - junto a 1ª Vara de Falências de São Paulo.

Além da ODB, o processo envolve cerca de 20 empresas do grupo, mas não suas companhias operacionais, como a Odebrecht Engenharia e Construção e a petroquímica Braskem.

Os maiores credores da Odebrecht são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Criada em 1944 na Bahia, como uma empresa de construção civil, a Odebrecht SA se tornou um gigantesco conglomerado de capital familiar especializado em obras públicas.

A partir de 2014, o grupo foi sacudido pelo escândalo da Java Jato, e admitiu ter pago subornos milionários em vários países da região em troca de obras públicas.

"O Grupo Odebrecht chegou a ter mais de 180 mil empregados cinco anos atrás. Hoje, tem 48 mil postos de trabalho como consequência da crise econômica que frustrou muitos dos planos de investimentos feitos pela ODB, do impacto reputacional pelos erros cometidos e da dificuldade pela qual empresas que colaboram com a Justiça passam para voltar a receber novos créditos e a ter seus serviços contratados", declarou o diretor executivo do grupo, Luciano Guidolin.

mel-js/lr


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