Publicidade

Estado de Minas

Chega a 17 o número de detidos na tentativa de rebelião militar contra Maduro

Até o momento, 15 deputados perderam sua imunidade graças à Assembleia Constituinte que governa o país, após serem acusados de participar da rebelião


postado em 11/06/2019 16:07 / atualizado em 11/06/2019 17:43

 Presidente Nicolás Maduro (esq) suprimiu oposição que tentou tirá-lo do poder na Venezuela(foto: Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP)
Presidente Nicolás Maduro (esq) suprimiu oposição que tentou tirá-lo do poder na Venezuela (foto: Marcelo Garcia/Presidência da Venezuela/AFP)
Um total de 17 pessoas foram detidas e indiciadas na Venezuela pela tentativa de rebelião militar em 30 de abril contra o presidente Nicolás Maduro, informou a Procuradoria Geral do país nesta terça-feira.


"São 34 pessoas investigadas, das quais 17 estão detidas e foram indiciadas" pela "tentativa de golpe de Estado", disse o Procurador-Geral, Tarek William Saab, em entrevista coletiva, ao apresentar os números da investigação.


Até o momento, 15 deputados perderam sua imunidade graças à Assembleia Constituinte que governa o país, após serem acusados de participar da rebelião, liderada pelo opositor Juan Guaidó, líder do Parlamento reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por vários países, entre eles os Estados Unidos.


O vice-presidente do Legislativo, Edgar Zambrano, foi detido em 8 de maio e os demais se refugiaram em sedes diplomáticas, fugiram para o exterior ou vivem na clandestinidade. Guaidó não foi indicado.


Saab falou também sobre as ações do Ministério Público na investigação sobre a explosão de drones carregados de explosivos durante um ato militar em Caracas em 4 de agosto de 2018.


"Foram indiciadas 38 pessoas, 31 delas estão privadas de libereade e sete têm medidas substitutivas", disse o procurador.


Segundo a ONG de Direitos Humanos Fórum Penal, há mais de 900 "presos políticos" na Venezuela.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade