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Estado de Minas

Número de sem-teto cresceu 12% em 2018 no condado de Los Angeles


postado em 04/06/2019 21:55

O número de pessoas sem-teto cresceu 12% no ano passado no condado de Los Angeles, na Califórnia, com pouco mais de 59.000 pessoas em média obrigadas a passar a noite em abrigos, veículos ou na rua, segundo dados oficiais publicados nesta terça-feira (4).

Embora dezenas de milhares de pessoas puderam realojadas em 2018, os importantes recursos empregados pelo condado de Los Angeles, o mais populoso da Califórnia, não bastaram para frear o fenômeno, alimentado pela precarização e a explosão dos preços das moradias.

"Temos a maior população sem-teto do país", lamentou Peter Lynn, diretor da agência para as pessoas sem lar de Los Angeles, ao apresentar sua avaliação anual.

O condado também está entre os primeiros dos Estados Unidos em número de pessoas que têm onde dormir, mas não têm residência fixa, superado apenas por Nova York, explicou Lynn.

Segundo ele, a cidade de Los Angeles, de quatro milhões de habitantes, foi a que tem tido a maior alta, com mais de 36.000 sem-teto registrados, 16% a mais que no ano anterior.

"Temos o mercado imobiliário menos acessível dos Estados Unidos", disse o funcionário, indicando que 700.000 lares de Los Angeles dedicam mais da metade de sua receita para pagar o aluguel.

"Isto representa mais de dois milhões de angelinos (...) que vivem na corda bamba", disse.

A pressão financeira em Los Angeles é tal que uma pessoa que ganha o salário mínimo de 13,25 dólares por hora teria que trabalhar 80 horas por semana para poder alugar um apartamento de dois quartos, segundo o especialista.

Apesar dos bilhões de dólares públicos investidos, a Califórnia, que se fosse um país seria a quinta economia mundial, não consegue resolver o problema.

"Os resultados deste informe nos lembram uma triste realidade: os aluguéis que disparam em todo o estado, a administração federal que reduz seus investimentos em moradias sociais, ao que se soma a epidemia de doenças mentais não cobertas. Tudo isso leva as pessoas às ruas em menos tempo do que precisamos para tirá-las de lá", reagiu em um comunicado o prefeito de Los Angeles, o democrata Eric Garcetti.

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