Pelo menos 40 detentos morreram nesta segunda-feira (27) em atos de violência ocorridos em quatro presídios do estado do Amazonas (norte), informaram as autoridades, um dia depois de um confronto em um destes centros prisionais ter deixado 15 mortos.
As autoridades tinham anunciado antes 42 mortos, que revisaram o número para baixo à noite.
Ao menos 25 das mortes desta segunda foram registradas no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), a 28 km de Manaus.
No Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), quatro detentos foram encontrados mortos na segunda-feira.
Quinze detentos morreram no domingo neste estabelecimento, palco em janeiro de 2017 de uma rebelião sangrenta que durou vinte horas e deixou 56 mortos, um dos piores massacres já registrados em presídios brasileiros.
O governo federal anunciou o envio de agentes para reforçar a segurança nas prisões do Amazonas.
O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 726.712 detentos, segundo cifras oficiais de junho de 2016.
Esta população é o dobro da capacidade prisional do país, que no mesmo ano era estimada em 368.049.
Além da superlotação, os presídios brasileiros são palco de violência entre facções e tentativas de fuga.
