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Estado de Minas

Ministério Público pede que ex-presidente da Iaaf seja julgado


postado em 20/05/2019 12:07

O órgão financeiro do Ministério Público francês (PNF) solicitou um julgamento contra o ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), o senegalês Lamine Diack, e seu filho Papa Massata Diack, envolvidos em um suposto esquema de corrupção, informaram à AFP fontes próximas ao caso, nesta segunda-feira.

Caso o juiz encarregado do caso siga as indicações do PNF, Diack deverá responder pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em julgamento que seria realizado em Paris.

Em seu pedido, assinado em 16 de maio e ao qual a AFP teve acesso, o Ministério Público francês pede que outros cinco envolvidos também sejam julgados, inclusive o filho de Diack, ex-conselheiro de marketing da Iaaf.

Desde Dakar, onde vive, Diack não respondeu aos inúmeros pedidos da justiça francesa, que lançou um mandato de prisão contra o ex-dirigente.

Aberta em novembro de 2015 pela PNF, após uma informação da Agência Mundial Antidoping (Wada), a investigação tem ramificações internacionais. A principio, o acordo de corrupção consistia em um pagamento em dinheiro em troca de vista grossa nos controles antidoping da Iaaf.

Lamine Diack teria assim recebido dinheiro russo para financiar campanhas políticas em Senegal. O acordo de corrupção também teria facilitado as negociações com patrocinadores detentores dos direitos de televisão na Rússia, antes do Mundial de atletismo de 2013 no país.

O Ministério Público francês também pede julgamento para Habib Cissé, ex-conselheiro de Diack, e para Gabriel Dollé, ex-chefe dos serviços antidoping da Iaaf, ambos suspeitos de corrupção passiva.

O Ministério Público também solicitou que Valentin Balakhnichev, ex-presidente da Federação Russa de Atletismo (Araf) e ex-tesoureiro da Iaaf, e Alexei Melnikov, ex-chefe da equipe russa de atletismo, sejam julgados.

A justiça francesa tem competência nestes casos porque os crimes de lavagem de dinheiro foram supostamente cometidos em seu território. Em 2016, uma investigação da Wada revelou um sistema de doping institucional na Rússia que envolvia diversos esportes olímpicos.


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