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Estado de Minas

Opep se reúne em meio a tensões no Golfo


postado em 19/05/2019 11:19

Os principais países membros da Opep e outros grandes produtores, incluindo a Rússia, se reúnem neste domingo (19) na Arábia Saudita com o objetivo de estabilizar o mercado de petróleo em um contexto de fortes tensões no Golfo que ameaçam a oferta global de petróleo.

O Irã, também membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), não participará da reunião em Jidá (oeste). Mas o país deve estar no centro das discussões, que acontecem dias depois da "sabotagem" em navios no Golfo e após ataques a um oleoduto saudita reivindicado por rebeldes iemenitas apoiados por Teerã.

Essas conversas também acontecem no contexto de queda das exportações de petróleo iraniano, provocada pelas sanções impostas por Washington contra Teerã.

No entanto, nenhuma decisão deve ser tomada pela organização, que deve rever o cumprimento dos compromissos assumidos no ano passado sobre um declínio da produção e fazer recomendações antes de uma reunião importante no final de junho, na qual o Irã participará.

O presidente americano Donald Trump disse em abril que a Arábia Saudita e outros países da Opep haviam concordado em aumentar a produção de petróleo para reduzir os preços.

Apesar da queda das exportações de petróleo iraniano e venezuelano e da queda na produção dos membros da Opep, a 1,2 milhão de barris por dia desde janeiro, os estoques de petróleo bruto continuam a subir, segundo o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Souheil al-Mazrouei.

Os produtores ainda devem se esforçar para equilibrar o mercado, declarou o ministro ao chegar em Jidá, uma maneira de salientar que qualquer aceleração na produção pode levar a uma queda no preço como aconteceu no final de 2018.

A Opep e a Agência Internacional de Energia (AIE) indicaram que a produção mundial de petróleo caiu em abril devido ao aumento das sanções americanas contra o Irã e à decisão de limitar as extrações.

De acordo com a AIE, a produção de petróleo bruto do Irã foi de 2,6 milhões de barris por dia em abril, contra 3,9 milhões em abril de 2018, um mês antes da saída unilateral de Washington do acordo nuclear de 2015.

Em seu nível mais baixo em cinco anos, a produção iraniana pode cair em maio a níveis sem precedentes desde a guerra Irã-Iraque (1980-1988).

As exportações iranianas passaram de 1,4 milhão de barris por dia em abril para cerca de 500 mil em maio, ante 2,5 milhões de barris em tempos normais, segundo Kpler.

Os dados da Kpler mostram que os membros da Opep mantiveram seus compromissos de diminuir a produção. Mas os exportadores temem que um aumento abrupto na produção leve a um novo superávit.

As tensões aumentaram no Golfo depois da "sabotagem" de três petroleiros, dois sauditas e um norueguÊs, e de um cargueiro dos Emirados Árabes Unidos e um ataque de drones, reivindicado pelos rebeldes iemenitas huthis, que danificou um oleoduto saudita.

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