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Estado de Minas

Preso pelo caso Odebrecht, ex-presidente do Peru será operado de emergência


postado em 27/04/2019 20:27

O ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski, detido por conta do caso Odebrecht no país, será operado neste sábado devido a problemas cardíacos, informou uma filha do político.

"Esperemos o melhor. Não é estável (sua condição), necessita de uma cirurgia de emergência nesta tarde. Vamos ver o que acontece", disse Alex Kuczynski, filha do ex-presidente, ao Canal N de notícias.

O advogado de Kuczynski, César Nakazaki, informou que o procedimento cirúrgico será para a colocação de um marcapasso.

Kuczynski, de 80 anos, está internado desde a noite de 16 de abril na unidade de cuidados intensivos da Clínica Anglo Americana de Lima por uma crise de hipertensão, segundo um relatório médico.

Exames realizados revelaram que Kuczynski apresentava taquicardia ventricular esporádica com potencial risco de fibrilação ventricular e morte súbita.

A justiça peruana dispôs neste sábado a prisão domiciliar por 36 meses do ex-presidente, no lugar da prisão preventiva pelo mesmo período que um tribunal ordenou na semana passada, em um caso de corrupção ligado à Odebrecht.

"A Primeira Sala Penal de Apelações Nacional Permanente Especializada em Delitos de Corrupção de Funcionários do Governo (CSJE) revoga a prisão preventiva contra Pedro Pablo Kuczynski pelo período de 36 meses, e em consequência, dispõe detenção domiciliar pelo período de 36 meses", indica um comunicado do Poder Judicial.

O tribunal também impôs a Kuczynski várias regras de conduta, entre elas o pagamento de uma caução econômica de 100.000 mil sóis (30.300 dólares).

Kuczynski (2016-2018), que é investigado por suposta lavagem de dinheiro, é o segundo ex-presidente peruano detido pelo escândalo da empresa brasileira, que envolveu outros dois ocupantes do cargo.

O ex-banqueiro de Wall Street é investigado por pagamentos feitos pela construtora a duas empresas ligadas a ele, quando era ministro da Economia do governo de Alejandro Toledo (2001-2006).

Também teria recebido da Odebrecht 300 mil dólares para a campanha que o levou ao poder em 2016.

O ex-presidente Alan García (2006-2011) cometeu suicídio há 10 dias, logo após receber ordem de prisão por um caso relacionado com a Odebrecht.


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