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Estado de Minas

Presidente chinês defende projeto das Novas Rotas da Seda


postado em 26/04/2019 06:25

O presidente chinês, Xi Jinping, tentou responder nesta sexta-feira as críticas à iniciativa das Novas Rotas da Seda, com a proposta de projetos "verdes", financeiramente viáveis e sem corrupção, na abertura de uma reunião em Pequim.

Diante do presidente russo Vladimir Putin e de quatro dezenas de líderes mundiais que compareceram ao encontro, Xi Jinping, que está em uma guerra comercial com os Estados Unidos, criticou o protecionismo, apesar do local da conferência não ter nenhum representante de Washington para ouvir seu discurso.

O presidente da segunda maior economia mundial celebrou pela segunda vez uma reunião de cúpula dedicada às Novas Rotas da Seda, uma iniciativa que pretende construir infraestruturas em países em desenvolvimento na Ásia, Europa e África.

O objetivo é estreitar as relações entre o gigante asiático e seus principais sócios comerciais, dos quais Pequim necessita para assegurar tanto os suprimentos como seus mercados.

Mas os críticos afirmam que a iniciativa favorece as empresas chinesas e que os projetos representam "uma armadilha de dívida" para as nações beneficiárias dos empréstimos concedidos pelos bancos chineses.

Um exemplo de manual é o do Sri Lanka que, ao não conseguir pagar os empréstimos, teve que ceder a Pequim o controle de um porto em águas profundas durante 99 anos.

Para rebater as críticas, Xi Jinping defendeu projetos "viáveis" para os orçamentos dos países participantes.

"Tudo deve ser feito de forma transparente e devemos ter tolerância zero com a corrupção", afirmou em um discurso de 30 minutos.

O presidente chinês disse que seu país também promoverá o desenvolvimento "verde". Alguns projetos, sobretudo as represas e as centrais de carvão, são acusados de prejudicar o meio ambiente.

Na quinta-feira, a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, celebrou em Pequim que a China aborde as questões ecológicas e de endividamento provocadas por sua iniciativa.

Desde o lançamento do programa, em 2013, a China investiu 89 bilhões de dólares) em vários projetos e os bancos emprestaram entre 195 e 295 bilhões de dólares, de acordo com Pequim.

Como já fez diversas vezes desde que Donald Trump assumiu a presidência americana, Xi pediu claramente que os países digam "não" ao protecionismo, um apelo repetido pelo presidente russo, que discursou depois do chinês.

O ex-presidente do Cazaquistão Nursultan Nazarbáyev pediu à União Europeia (UE) que una à iniciativa chinesa para criar uma "união euroasiática global".

Os países ocidentais resistem a aderir ao projeto chinês, cujo nome oficial é "Iniciativa Cinturão e Rota" - um cinturão terrestre através da Eurásia e uma rota marítima.

Entre eles a exceção é a Itália, primeiro país do G7 que se uniu à iniciativa, no mês passado. O primeiro-ministro do italiano, Giuseppe Conte, era o único dirigente de um grande país ocidental presente em Pequim nesta sexta-feira. Outros governantes que compareceram ao evento foram o presidente egípcio Abdel Fatah al Sisi, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e o presidente suíço Ueli Maurer.


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