
"Os debates indicaram claramente o caminho a percorrer: precisamos reduzir os impostos e reduzi-los mais rapidamente", disse o primeiro-ministro francês, que, contudo, não revelou nenhuma medida concreta. Foi justamente o aumento das tarifas sobre combustíveis que desencadeou a revolta dos "coletes amarelos", movimento popular que nasceu nas redes sociais em meados de novembro de 2018.
Desde então, milhares de franceses, identificáveis pelos seus coletes fluorescentes, saem às ruas todos os sábados para protestar e exigir uma melhoria do poder de compra, além de expressar a insatisfação das classes populares. No entanto, à medida que as semanas passam, esse movimento, que foi marcado por atos violentos, registra queda na participação da população. No sábado, 21º protesto consecutivo, 22 mil pessoas se manifestaram na França, ante 282 mil em 17 de novembro, em seu primeiro dia de mobilização.
Este debate, convocado em janeiro pelo presidente Emmanuel Macron para buscar uma saída para a pior crise de seu governo, resultou em 2 milhões de contribuições on-line e mais de 10 mil reuniões locais nas quais os franceses expuseram suas principais preocupações e reivindicações.Além da redução de impostos, Philippe disse que os franceses querem se sentir mais envolvidos na gestão do país e na luta contra as mudanças climáticas.
"Chegamos a um ponto em que duvidar seria pior do que cometer um erro, seria uma falha", disse Philippe. "A necessidade de mudança é tão radical que qualquer conservadorismo, qualquer timidez seria imperdoável", acrescentou.
