Centenas de pessoas se reuniram nesta sexta-feira no centro do Rio de Janeiro pelo Dia Internacional da Mulher para reivindicar pautas feministas e protestar contra o governo de Jair Bolsonaro.
Pouco antes da mobilização, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, criticou a "ideologia" que atrapalha a igualdade entre gêneros e disse que as autoridades agora vão ensinar os meninos a "levar flores" e "abrir a porta" para as meninas.
No Rio, mulheres de todas as idades participaram da marcha com mensagens em cartazes, camisetas e broches como "Parem de nos matar", "Lute como uma garota", "Feminismo é revolução" e "Marielle presente" - referindo-se à vereadora assassinada há quase um ano.
"O Brasil já é campeão em feminicídios, violência contra LGBTs. Ter numa posição de poder pessoas que verbalizam homofobia, racismo, machismo e misoginia de uma forma tão contundente acende um sinal verde para que essa violência se propague ainda mais", opinou à AFP Consuelo Bassanesi, manifestante de 43 anos, administradora de um centro artístico de ativismo cultural.
"Marielle estaria nessa praça aqui com a gente", garantiu Bassanesi.
A vereadora negra e lésbica foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018 com seu motorista Anderson Gomes.
A deputada federal Talíria Perone (Psol), que era amiga de Marielle, veio de Brasília para participar da marcha, na qual também se viam bandeiras de sindicatos e partidos de esquerda e máscaras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A lembrança de Marielle é a negação de tudo isso que esse atual governo do Brasil quer impulsionar", afirmou a deputada.
