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Estado de Minas PROTESTOS

'Coletes amarelos' voltam às ruas na França

Esta é a 13ª manifestação desde o início do movimento, agora enfraquecido depois de três meses nas ruas. Uma pessoa teve a mão arrancada


postado em 09/02/2019 12:51

(foto: Zakaria Abdelkafi/AFP)
(foto: Zakaria Abdelkafi/AFP)

Os "coletes amarelos" retomaram os protestos neste sábado (9), em toda França, e há pelo menos um ferido e dez detidos em Paris. Um homem perdeu a mão, neste sábado, em um incidente ocorrido durante o protesto em Paris, e foi retirado pelos bombeiros com o antebraço protegido. Em imagens divulgadas pela emissora russa RT, médicos que acompanham os manifestantes falaram de uma mão arrancada, mas ainda não se sabe exatamente o que aconteceu.

Segundo Cyprien Royer, de 21 anos, uma testemunha que filmou o fim do acidente, a mão foi arrancada por uma granada de dispersão, usada pela polícia quando a multidão se aproximava da entrada da Assembleia Nacional. Royer disse que a vítima é um fotógrafo dos "coletes amarelos" que estava tirando fotos das pessoas que empurravam as grades que protegiam a entrada do Parlamento.

"Quando os policiais quiseram dispersar a multidão, recebeu uma granada de dispersão na panturrilha. Ele quis dar um golpe com a mão para que não explodisse na perna, mas, quando tocou nela, explodiu", contou a testemunha à AFP. "Nós o colocamos de lado e chamamos os 'street-medics'. Foi feio. Ele gritava de dor. Não tinha mais nenhum dedo. Não sobrou quase nada depois do pulso", afirmou.

A Polícia local confirmou para a AFP que um manifestante "ficou ferido na mão" e foi auxiliado pelos bombeiros, sem dar mais detalhes.

Protestos em várias cidades

Esta é a 13ª manifestação desde o início do movimento, agora enfraquecido depois de três meses nas ruas. Nos últimos dois sábados, a presença foi menor. Segundo o Ministério francês do Interior, 58,6 mil pessoas se mobilizaram em 2 de fevereiro. O movimento rejeita esse número e fala em 116 mil manifestantes.

(foto: Thomas Samson/AFP)
(foto: Thomas Samson/AFP)

Em Paris, centenas de pessoas chegaram à Champs-Élysées esta manhã, de onde seguiriam até a Torre Eiffel, indicou um jornalista da AFP no local. "Não podemos nos render. Temos que ganhar para ter mais justiça social e fiscal neste país", disse Serge Mairesse, um aposentado de Aubervilliers, localidade próxima de Paris, que carregava um cartaz reivindicando o restabelecimento do imposto sobre fortunas.

Essa taxa foi substancialmente reduzida pelo presidente francês, Emmanuel Macron. "Este movimento expressa a autêntica raiva social neste país, as pessoas que nunca são ouvidas", afirma este homem de 63 anos, que participa de sua 11ª manifestação desde o começo dessa onda de protestos, em novembro passado. Segundo uma pesquisa publicada na quinta-feira, dois em cada três franceses (64%) apoiam o movimento.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a polícia. Os ativistas acusam os agentes de terem usado balas de borracha contra a multidão, deixando vários feridos. Dois veículos blindados da Gendarmeria estavam estacionados em frente ao Arco de Triunfo, que foi atacado pelos manifestantes em 1º de dezembro.

(foto: Thomas Samson/AFP)
(foto: Thomas Samson/AFP)

No restante da França, havia manifestações previstas em Bordeaux e Toulouse, palco de confrontos nas últimas semanas. Também há mobilizações previstas para acontecer em Lille, Nantes, Rennes e Brest.

O movimento está provocando um importante conflito diplomático entre França e Itália, depois que Luigi Di Magio, líder do Movimento 5 Estrelas e número 2 do governo italiano, reuniu-se na última terça-feira com Christophe Chalençon, um dos líderes dos "coletes amarelos".


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