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Estado de Minas

Preço do minério de ferro dispara após rompimento de barragem da Vale


postado em 30/01/2019 13:14

O preço do minério de ferro disparou, nesta quarta-feira (30), após o rompimento da barragem da Vale na mina do Córrego do Feijão que deixou, até agora, 84 mortos e 276 desaparecidos e que levou a empresa a limitar sua produção em várias unidades.

No mercado de Singapura, o preço da tonelada de ferro disparou, até 87,50 dólares, seu mais alto nível em dois anos. Desde o episódio de sexta-feira, os preços subiram mais de 10%.

Ontem, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou que a companhia vai desativar, em dez de suas plantas no Brasil, estruturas similares à barragem rompida em Brumadinho.

Essas intervenções podem reduzir em 40 milhões de toneladas a produção anual de minério de ferro da Vale, uma queda de 10%, disse Schvartsman em uma entrevista coletiva em Brasília, após uma reunião com o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A queda da produção deve ser "parcialmente" compensada por um aumento da extração em outras unidades, mas a Vale "ainda não dispõe" de uma avaliação nesse sentido, disse um porta-voz do grupo à AFP.

"As operações de minério de ferro no Brasil são muito importantes para a oferta mundial, porque o país representa 20% da produção mundial", afirmou o analista Joshua Mahony, da IG.

Segundo esse especialista, a investigação do acidente pode levar a deter a produção em um número significativo de minas, uma perspectiva que contribui para o aumento de preços desse metal, usado na produção de aço.

O níquel também subiu de preço em um contexto, no qual alguns observadores avaliam que o desmantelamento de plantas da Vale poderá afetar este metal, afirmou o corretor Alastair Munro, da Marex Spectron.

A alta de preço dos metais beneficiava as mineradoras nos mercados hoje. Em Londres, as ações dos gigantes do setor subiam, como as da BHP (+2,36%, às 10h25, horário de Brasília), da Rio Tinto (+2,45%) e da Anglo American (+2,46%).


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