O chefe dos negociadores da oposição síria no exílio, Nasr Hariri, pediu neste domingo aos países árabes que não retomem relações com o presidente Bashar al Assad, que parece se beneficiar de um regresso à cena política após ter sido marginalizado na região.
Em dezembro, os Emirados Árabes Unidos reabriram sua embaixada em Damasco, enquanto Bahrein informou sobre a retomada do trabalho em sua chancelaria, e o sudanês Omar al Bashir fez a primeira visita de um chefe de Estado árabe a Damasco desde o início do conflito na Síria, em 2011.
"Estamos surpresos de que nossos irmãos estão chegando e construindo relações com este regime", disse aos repórteres o líder da oposição síria Nasr Hariri, em Riade, capital da Arábia Saudita, onde vive exilado.
Os Emirados e Barein são aliados próximos da Arábia Saudita, um dos maiores críticos de Al Assad e apoio da rebelião durante anos.
Desde março de 2011, a guerra na Síria deixou mais de 360.000 mortos, e também milhões de refugiados.
Em 2012, o ex-presidente americano Barack Obama afirmou que "os dias de Al Assad estavam contados". Os ocidentais e seus aliados árabes deram todo seu apoio à oposição ao presidente sírio.
A maioria dos países do Golfo fecharam suas embaixadas na Síria em 2012.
Mas seis anos depois e graças à intervenção militar de seu aliado russo desde 2015, as forças pró-regime - ajudadas também pelo Irã e pelo Hezbollah libanês - controlam cerca de dois terços da Síria, depois de terem vencido e expulsado os rebeldes e jihadistas.
Parece que estão no caminho certo para recuperar o controle do terço restante no norte dominado pelos curdos, que estabeleceram uma autonomia 'de facto' em várias regiões.
