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Estado de Minas

Prêmios RSF destacam a 'necessidade urgente' de proteger jornalistas


postado em 08/11/2018 19:33

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) premiou nesta quinta-feira (8) uma jornalista indiana, uma filipina e um maltês pela independência, pelo impacto e pelo valor de seu trabalho, destacando a "necessidade urgente" de proteger jornalistas das ameaças crescentes.

Criada em 1985 para defender e promover a liberdade de imprensa, a organização sediada em Paris distribui anualmente, desde 1992, esses prêmios em uma cerimônia que este ano foi realizada pela primeira vez em Londres.

O Premio de Valor foi entregue à repórter freelancer indiana Swati Chaturvedi, que foi vítima de uma vasta campanha de assédio na Internet. Ela respondeu "investigando uma célula do partido nacionalista hindu Bharatiya Janata, do primeiro-ministro Narendra Modi, conhecido por seu Exército de trolls", explicou a RSF.

A jornalista filipina veterana Inday Espina-Varona foi a ganhadora do Prêmio da Independência por anos de trabalho em questões como a prostituição infantil e a situação dos homossexuais.

Desde junho, dirige uma campanha nas redes sociais sobre os direitos das mulheres, "em resposta aos muitos comentários e ataques misóginos contra as mulheres de (presidente Rodrigo) Duterte".

O Prêmio Impacto foi para o maltês Matthew Caruana Galizia. O jovem jornalista investigativo é filho da jornalista e blogueira Daphne Caruana Galizia, assassinada em outubro de 2017 com um carro-bomba, que trouxe à luz alguns dos aspectos mais sombrios da política maltesa.

"Todos os candidatos ao Prêmio Liberdade de Imprensa lutaram com coragem contra as forças que prefeririam que o jornalismo não existisse, desde críticos na Internet ao crime organizado, e governos autoritários", disse o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire.

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