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Estado de Minas

Trump diz que não acabará com investigação sobre conluio com a Rússia


postado em 07/11/2018 17:50

O presidente americano, Donald Trump, intimidou, nesta quarta-feira (7), a investigação sobre um possível conluio de sua equipe de campanha com a Rússia, chamando-a de "fraude", mas afirmando que não pretende acabar com ela.

"Eu poderia demitir todos agora mesmo. Mas não vou acabar, pois, politicamente, acabar com ela não me agrada. É uma desgraça. Nunca deveria ter começado porque não houve nenhum crime", assinalou Trump durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, na qual afirmou que não está "preocupado" com essa investigação.

"Não estou nem um pouco preocupado com a investigação sobre a Rússia, porque é uma fraude", afirmou. "Não existe conluio".

Segundo as projeções do jornal New York Times, os democratas têm 229 cadeiras das 435 na Câmara de Representantes.

No Senado, composto por 100 representantes, 35 cadeiras estavam em jogo, e os republicanos aumentaram a sua vantagem para 53, da maioria de 51 que tinham antes das eleições.

Com a sua vitória na Câmara de Representantes, os democratas prometeram lançar investigações sobre o governo Trump e suas finanças pessoais.

Quando o novo Congresso começar seus trabalhos em janeiro, os democratas irão presidir muitos comitês, o que dará a eles o poder de convocar audiências, interrogar testemunhas e citar funcionários do governo.

Ainda na coletiva desta quarta, Trump declarou que não há nenhuma reunião prevista em Paris com seu homólogo russo, Vladimir Putin, com quem participará das comemorações pelo fim da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro.

"Acho que o presidente Putin estará lá, não temos nada programado", afirmou. "Não acho que tenhamos nada programado em Paris e eu vou voltar rapidamente", acrescentou.

Mais cedo, em Moscou, Yuri Ushakov havia dito à agência russa Ria Novosti que acordou que os dirigentes de Rússia e Estados Unidos "conversassem em breve em Paris. Trata-se de um contato informal".

Trump já havia advertido esta semana que era "pouco" provável que se reunisse com seu homólogo russo em Paris, mas afirmou que devem se encontrar na reunião do G20 na Argentina, no final de novembro.

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