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Estado de Minas

Zona do euro pede para Roma aproveitar aceno de Bruxelas


postado em 05/11/2018 15:54

Os ministros de Finanças da zona do euro pediram, nesta segunda-feira (5), para Roma aproveitar a "mão estendida" da Comissão Europeia, que pediu uma revisão de seu orçamento de 2019, sob pena de enfrentar as "consequências".

"O governo deve aproveitar a mão estendida", afirmou o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, na chegada à reunião do Eurogrupo em Bruxelas - a primeira desde que Bruxelas rejeitou, em 23 de outubro, o orçamento italiano.

A Comissão avaliou que houve um "claro desvio" das regras europeias e tem em vista especialmente a meta de déficit de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), bem acima do 0,8% acordado com o governo italiano anterior, de centro-esquerda.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, destacou nesta segunda sua disposição de "dialogar" com Roma, embora tenha afirmado não se tratar de uma negociação. "As regras são as regras", acrescentou.

O governo atual da Itália, composto por extrema direita e antissistemas, tem até 13 de novembro para apresentar um projeto revisado. Se não modificá-lo, corre o risco de se expor a um "procedimento por déficit excessivo" e de sanções de longo prazo.

Para o ministro eslovaco de Finanças, Peter Kazimir, se um país diz que "as regras não lhe interessam, deve haver consequências".

"Eu não acredito que chegaremos a sanções", disse Luigi di Maio, um dos vice-presidentes do governo italiano, ao Financial Times nesta segunda-feira, para quem "o procedimento será aberto, mas haverá uma fase de diálogo".

Para o político do Movimento 5 Estrelas, o orçamento expansionista poderia "reduzir" consideravelmente a importante dívida pública italiana, em 131% do PIB, e até representar um modelo a ser seguido, se funcionar.

O chefe de Estado italiano, Sergio Mattarella, cuja função é acima de tudo simbólica, apesar de sua autoridade ser respeitada, pediu ao governo que "realize um diálogo construtivo com as instituições europeias".

"Nunca mais uma Itália está de joelhos", disse o vice-presidente do governo italiano, o esquerdista Matteo Salvini, que convocou uma manifestação em 8 de dezembro em Roma contra os "senhores de Bruxelas".

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