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Estado de Minas

Os temas que marcam as eleições de meio mandato nos EUA


postado em 05/11/2018 13:01

A campanha para as eleições de meio mandato de terça-feira nos Estados Unidos foi marcada por temas polêmicos, como imigração, violência e o movimento #MeToo, sempre com a figura onipresente de Donald Trump.

- Trump, Trump, Trump -

Embora seu nome não apareça nos boletins de voto, Donald Trump está, como ele mesmo diz, no centro dessas eleições, que tradicionalmente se transformam em um referendo sobre a gestão presidencial. Mas, explosivo e iconoclasta, o magnata levou essa tendência a outro nível.

"Votar em Marsha é, de fato, votar em mim", disse Trump no Tennessee, ao lado da candidata republicana ao Senado, Marsha Blackburn. O presidente multiplica suas ações de campanha, ciente de que, se o seu partido perder o controle do Congresso para os democratas, sua gestão ficará paralisada.

Enquanto isso, os democratas esperam que a aversão que muitos eleitores têm em relação ao magnata cause um aumento na participação eleitoral, quando normalmente as eleições de meio mandato não despertam grandes paixões.

- Imigração -

O envio de soldados para a fronteira com o México para evitar a "invasão" de migrantes da América Central que avançam para os Estados Unidos em uma caravana, a promessa de acabar com o direito de cidadania por nascimento, histórias escabrosas de imigrantes assassinos: Trump e os republicanos decidiram colocar a imigração no coração da sua campanha.

A questão da imigração é uma das principais preocupações dos eleitores republicanos e a pressão para ir às urnas é fundamental em um votação em que a participação será essencial.

- Violência -

O fim da campanha foi ofuscado pelo ataque antissemita que deixou 11 mortos em uma sinagoga em Pittsburgh, que ocorreu depois de uma perseguição tensa para capturar o responsável pelo envio de pacotes com explosivos para várias personalidades democratas, incluindo o ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado e ex-candidata à presidência Hillary Clinton e o investidor George Soros.

Esses picos de violência logo antes da eleição de terça-feira colocaram sobre a mesa a agressividade do discurso de Trump e seus efeitos em um país profundamente dividido.

Trump condenou o ataque antissemita, mas foi menos enérgico sobre o caso dos pacotes. De qualquer forma, ele retomou a campanha imediatamente e a crítica ácida de seus oponentes.

- Mulheres -

Após o surgimento do movimento #MeToo para denunciar os abusos sexuais e manifestações de mulheres contra Trump, as eleitoras e candidatas estão no centro do debate após a chegada do magnata à Casa Branca.

Os americanos parecem particularmente motivados para ir às urnas, enquanto um grupo de mulheres moderadas de bairros ricos e diploma universitário, revoltadas com a retórica presidencial, conseguiu, de acordo com as pesquisas, inclinar a balança em favor dos democratas quando a corrida parecia apertada.

Além disso, um número recorde de mulheres, 200 democratas e 60 republicanas, são candidatas ao Congresso, onde atualmente ocupam 20% dos assentos.

- Economia -

Diante da "guerra comercial" em que Trump embarcou, a renegociação de tratados internacionais, o sólido crescimento econômico e o pleno emprego, a economia também foi um dos temas centrais da campanha.

Os setores da mineração e industrial apreciam as medidas protecionistas de Trump. Mas os agricultores sofrem as represálias que os parceiros dos Estados Unidos aplicam a essa política, ainda que alguns produtores rurais não retiraram seu apoio ao presidente, dando crédito a sua afirmação de que as dificuldades são temporárias, e que logo a recuperação virá.

- Saúde -

Os democratas insistem numa mensagem poderosa para os eleitores: se os republicanos reforçarem o controle do Congresso, eles destruirão sua cobertura de saúde, uma questão importante em um país onde não há sistema de saúde universal.

A reforma promovida pelo presidente Barack Obama permitiu que milhões de pessoas tivessem acesso à cobertura de saúde, e Trump não conseguiu cumprir sua promessa de campanha de acabar com o sistema conhecido como Obamacare.

Cientes de que esta é uma das principais preocupações dos eleitores em todos os setores, os republicanos prometeram, tardiamente, que garantirão que as pessoas com doenças crônicas tenham acesso a um seguro de saúde acessível. "É uma mentira", disse Obama na sexta-feira.

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