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Estado de Minas

EI mata 12 combatentes de força antiextremista apoiada pelos EUA


postado em 04/11/2018 15:48

Doze combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança de milícias árabes e curdas respaldada pelos Estados Unidos, morreram neste domingo (4) em um ataque do grupo Estado Islâmico (EI) no último reduto extremista na Síria, indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Um extremista do EI em um carro-bomba explodiu perto de uma posição das FDS", assinalou o Observatório.

O OSDH anunciou "12 mortos e 20 feridos" entre os combatentes da aliança na explosão e confrontos registrados entre as localidades de Hayin e Al-Bahra, na província de Deir Ezzor (leste), não muito longe da fronteira iraquiana.

Um porta-voz das FDS, Mustefa Bali, confirmou à AFP que houve um ataque do EI contra os combatentes de sua aliança, mas desmentiu que houvesse ocorrido perdas em suas fileiras.

Segundo o diretor do OSDH, "o EI aproveitou as condições de mau tempo" que "impediram a coalizão anti-EI de realizar seus bombardeios aéreos" em apoio às FDS.

No sábado, ao menos 14 civis morreram em bombardeios aéreos da coalizão em Hayin e outras duas localidades próximas, indicou o Observatório. Nove extremistas também morreram nos ataques.

O coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão contra o EI, se limitou a dizer à AFP que "os bombardeios mataram terroristas do EI e destruíram três instalações" militares do grupo extremista.

Desde 10 de setembro, data de lançamento pelas FDS da ofensiva anti-EI na região de Hayin, ao menos 327 combatentes da força curdo-árabe morreram, contra 523 extremistas, segundo o OSDH.

O conflito na Síria, que explodiu em 2011, causou mais de 360.000 mortes e obrigou mais da metade da população do país a se deslocar.

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