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Estado de Minas

OEA faz 1ª missão de observação eleitoral no Brasil e diz que não encontrou problemas

A Missão de Observação Eleitoral é liderada pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e integrada por 48 especialistas de 18 nacionalidades, espalhados em 13 dos 27 estados do Brasil


postado em 07/10/2018 15:06 / atualizado em 07/10/2018 16:16


A Organização de Estados Americanos (OEA) realizou neste domingo (7) sua primeira missão de observação eleitoral no Brasil, nas eleições marcadas pela tensão e pela ascensão do candidato de extrema direita à Presidência Jair Bolsonaro.


A Missão de Observação Eleitoral é liderada pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e integrada por 48 especialistas de 18 nacionalidades, espalhados em 13 dos 27 estados do Brasil.


Em um pronunciamento quatro horas após a abertura das urnas, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou que a presença desta equipe da organização com sede em Washington dá mais transparência ao processo.


Ann Ravel, especialista americana em regulação eleitoral, membro da missão da OEA, disse à AFP estar "extremamente impressionada" com o sistema brasileiro para "garantir um voto seguro" e afirmou que é "muito melhor" que o dos Estados Unidos, que "pode ser hackeado".


Usada há mais de 20 anos, a urna eletrônica é conhecida por sua confiabilidade e sua agilidade.

(foto: Reprodução/ Twitter )
(foto: Reprodução/ Twitter )


Contudo, ao longo da campanha, seu uso foi questionado por Bolsonaro, que alertou para a possibilidade de fraudes.


Neste domingo, Flávio Bolsonaro, seu filho e candidato ao Senado pelo Rio, postou um vídeo que mostra a urna "autocompletando" o voto com o candidato do PT, Fernando Haddad, após ser digitado apenas o número 1. Pelo Twitter, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais negou erro na urna e afirmou que o vídeo foi manipulado.


A presidente do TSE lembrou que há muitas notícias falsas e manipulações circulando sem controle nesta campanha, e garantiu que esse vídeo será investigado pelas autoridades cabíveis.


Weber admitiu que as autoridades eleitorais ainda estão "aprendendo a lidar com fake news", mas reiterou que o sistema é "ágil, seguro e nos inspira a maior confiança".


"É um sistema auditável, que permite a verificação de uma eventual fraude, mas até agora não temos nenhum caso comprovado", afirmou.


Desde 1962, a OEA realizou mais de 240 missões de observação eleitoral em 28 de seus 34 Estados-membro.

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