Publicidade

Estado de Minas

Bolsonaro e Haddad: veja as propostas para dois países diferentes


postado em 06/10/2018 23:48

Conheçam as propostas de Jair Bolsonaro e de Fernando Haddad sobre temas que agitam o Brasil.

- Candidatos, partidos e slogans -

- JAIR BOLSONARO, 63 anos - Partido Social Liberal (PSL) - Slogan: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

- FERNANDO HADDAD, 55 anos - Partido dos Trabalhadores (PT) - Slogan: "O povo feliz de novo". Haddad foi nomeado candidato do PT após a impugnação judicial do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, preso por corrupção.

- Economia: austeridade e privatizações em debate -

BOLSONARO

. "Reduzir a dívida pública em 20% mediante privatizações, concessões" e venda de propriedades da União.

. Criar um sistema paralelo de aposentadoria por capitalização; os brasileiros poderão "optar entre o sistema novo e o antigo".

. "O país funcionará melhor com menos ministérios", será criado um superministério de Economia que abarcará as atuais pastas de Fazenda, Planejamento, e de Indústria e Comércio Exterior. Bolsonaro indicou que o ministro será Paulo Guedes, um 'Chicago boy'.

. "Melhorar a carga tributária brasileira fazendo com que os que pagam muito paguem menos e os que sonegam e burlam, paguem mais".

HADDAD

. Revogar o congelamento do gasto público e a flexibilização da legislação trabalhista, aprovadas pelo governo de Michel Temer.

. "Interromper as privatizações" e voltar a impor a participação da Petrobras em projetos petroleiros nas águas profundas do pré-sal.

. Equilibrar as contas do sistema da previdência "a partir do retorno do emprego" e de medidas como o combate à sonegação fiscal.

- Insegurança: mais armas ou mais controle? -

BOLSONARO

. Flexibilizar a legislação sobre o porte de armas. "As armas são instrumentos, objetos inertes, que podem ser usadas para matar ou salvar vidas. Isso depende de quem as maneja".

. "Reduzir a maioridade penal para 16 anos".

. "Os policiais precisam ter certeza que, no exercício de sua atividade profissional, serão protegidos por uma retaguarda jurídica. Garantida pelo Estado, através do excludente de ilicitude".

. "Tipificar como terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas".

. "Redirecionamento da política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência".

HADDAD

. "A política atual de repressão das drogas é errônea, injusta e ineficaz". "O Brasil tem que examinar as experiências internacionais (...) de descriminalização e regulação do comércio" de entorpecentes.

. "A política de controle de armas e munições deve ser aprimorada, reforçando o rastreamento" do armamento.

. Integrar os serviços de Inteligência.

- Corrupção: a política sob suspeita -

BOLSONARO: "Propomos um governo decente, diferente de tudo aquilo que nos jogou em uma crise ética, moral e fiscal".

HADDAD: Garantir "cada vez maior transparência e prevenção à corrupção (...) No entanto, a pauta do combate à corrupção não pode servir à criminalização da política".

- Diplomacia: diga-me com quem andas... -

BOLSONARO:

. "Deixaremos de louvar ditaduras assassinas e desprezar ou mesmo atacar democracias importantes como EUA, Israel e Itália".

. "Além de aprofundar nossa integração com todos os irmãos latino-americanos que estejam livres de ditaduras, precisamos redirecionar nosso eixo de parcerias".

. O programa de Bolsonaro não menciona o Mercosul em nenhum momento. Propõe, ao contrário, dar "ênfase nas relações e acordos bilaterais".

HADDAD:

. "O Brasil deve retomar e aprofundar a política externa de integração latino-americana e a cooperação sul-sul (especialmente com a África), de modo a apoiar, ao mesmo tempo, o multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força".

- Sexualidade: entre silêncios e meias palavras

Educação sexual

BOLSONARO:

. "Conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. Mais matemática, ciências e português, SEM DOUTRINAÇÃO E SEXUALIZAÇÃO PRECOCE".

HADDAD:

. "Fundado no princípio constitucional da laicidade do Estado, promoveremos a saúde integral da mulher para o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos e fortalecerá uma perspectiva inclusiva, não-sexista, não-racista e sem discriminação e violência contra LGBTI+ na educação e demais políticas públicas".

Aborto

BOLSONARO:

. O programa de Bolsonaro não menciona o aborto, que, no país, é autorizado em caso de risco para a vida da mãe ou de fetos com anencefalia. O candidato prometeu vetar qualquer tentativa de flexibilização desta lei.

. Como deputado, Bolsonaro promoveu iniciativas de controle da natalidade, como, por exemplo, o reembolso pelo sistema público de saúde das vasectomias e ligaduras de trompas a partir dos 21 anos.

HADDAD:

. O programa do PT tampouco faz referência ao aborto. Em 2012, Haddad se disse "pessoalmente contra" a sua legalização, mas falou em "estabelecer políticas públicas oferecendo às mulheres condições de planejar suas vidas".

. A companheira de chapa de Haddad, Manuela D'Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), é a favor da descriminalização.

LGBTI

BOLSONARO:

. Não há nenhuma menção no programa de Bolsonaro aos direitos dos LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgênero, e Intersexuais). Várias de suas declarações foram abertamente homofóbicas.

. Na campanha tentou se mostrar mais amigável. Em uma entrevista concedida a uma rádio de Pernambuco, disse respeitar as opções de adultos e declarou: "Os homossexuais serão felizes se eu for presidente".

HADDAD:

. O programa de Haddad tem um capítulo intitulado "Promover a cidadania LGBT+", que propõe a "criminalização da LGBTIfobia" e promete criar iniciativas de inserção educativa e trabalhista "a pessoas travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade".

- Meio ambiente -

BOLSONARO:

. O candidato do PSL, que conseguiu apoio da bancada do agronegócio no Congresso, propõe em seu programa "reunir em um só ministério" todas as áreas do governo responsáveis pela "política econômica e agrícola", de "recursos naturais e meio ambiente rural", assim como de "segurança alimentar", pesca, "desenvolvimento rural sustentável" e "inovação tecnológica". As palavras desmatamento, Amazônia e aquecimento global estão ausentes do documento.

. O programa de Haddad se propõe chegar a uma "taxa zero de desmatamento até 2022, sem reduzir a produção agropecuária "graças a um uso mais eficiente" das terras de cultivo e do pasto.

. Também se propõe iniciar uma transição para "uma economia justa e de baixo carbono, contribuindo decisivamente para conter aquecimento global".

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade