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Estado de Minas

Relatório do FBI isenta indicado de Trump ao Supremo, diz senador


postado em 04/10/2018 12:54

"Nada" na nova investigação do FBI (a Polícia Federal americana) sobre o indicado do presidente Donald Trump à Suprema Corte corrobora as acusações de agressão sexual contra ele - disse nesta quinta-feira (4) o presidente da Comissão de Justiça do Senado, o republicano Chuck Grassley, onde avança o processo de confirmação.

"Esta investigação não encontrou indícios de má conduta" de Brett Kavanaugh, afirmou Grassley em um comunicado, acrescentando que "não há nada nisso que já não saibamos".

Já a senadora democrata Dianne Feinstein considerou, em entrevista coletiva, considerou que a investigação é "incompleta" e "limitada".

Para Dianne, o informe, enviado à noite para os senadores, é "produto de uma investigação incompleta".

"Tínhamos muitos temores de que fosse um processo muito limitado", disse o líder da minoria do Senado, Chuck Schumer. "Esses temores se cumpriram", completou.

O senador Grassley anunciou que votará pela confirmação de Kavanaugh, um conservador de 53 anos, para o cargo vitalício na Suprema Corte.

Uma primeira votação de procedimento está programada para esta sexta no plenário do Senado, antes da votação final prevista para o fim de semana.

O FBI recebeu na última sexta o prazo de uma semana para rever as acusações de três mulheres, segundo as quais Kavanaugh bebia muito e abusou sexualmente de jovens quando era estudante de Ensino Médio nos anos 1980.

A oposição democrata considera que Kavanaugh não pode ser confirmado com as acusações ainda não comprovadas que pesam sobre ele. Kavanaugh as nega categoricamente.

"Isso é o que sabemos: quem trabalhou com o juiz Kavanaugh, colegas e amigos desde o Ensino Médio até o presente dão conta de sua integridade pessoal. Seus vizinhos e membros da comunidade reconhecem suas contribuições positivas para escolas e igrejas. E seus colegas sabem que é um jurista considerado e respeitoso", afirmou Grassley.

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