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Estado de Minas

Amazon aumentará salário mínimo de funcionários nos EUA


postado em 02/10/2018 14:30

A Amazon, gigante do comércio digital, anunciou nesta terça-feira (2) que vai aumentar o salário mínimo de seus funcionários nos Estados Unidos para 15 dólares por hora, a partir de 1º de novembro.

Esta medida "atinge mais de 250.000 assalariados (fixos) e 100.000 funcionários temporários que serão contratados em todo país durante as férias", indicou a empresa em um comunicado.

"Escutamos as críticas (...), estamos felizes com esta mudança e estimulamos nossos concorrentes e outros provedores de empregos a se unirem" à nossa iniciativa, afirmou o CEO da Amazon, Jeff Bezos na nota.

A empresa também se compromete a defender que o salário mínimo nos Estados Unidos, atualmente de 7,25 dólares por hora, seja ampliado.

Bezos quis solucionar as persistentes críticas à estrutura salarial da empresa, uma mega rede de distribuição com pouco mais de 20 anos, cujo valor de mercado está próximo de um trilhão de dólares.

No comunicado, a empresa também observou que seus funcionários recebem treinamento, cobertura de saúde, contribuições para aposentadoria e também autorização de licença maternidade - direitos que não são comuns nos Estados Unidos.

No mês passado, Bezos anunciou a criação de um fundo de US$ 2 bilhões para educação em comunidades carentes e a construção de casas para famílias sem moradia.

No momento em que o desemprego nos Estados Unidos se aproxima de mínimos históricos, muitos empregadores reclamam que têm dificuldade em encontrar funcionários qualificados suficientes para empregos e dizem que às vezes precisam ajustar pedidos ou cancelar planos de investimento por esse motivo.

No entanto, os pagamentos subiram marginalmente, de modo que os aumentos salariais em geral se cancelam com a inflação.

- Abaixo da linha de pobreza -

"Queremos defender uma alta do salário mínimo, o que teria um impacto profundo na vida de dezenas de milhões de pessoas e famílias em todo país", apontou o vice-presidente de assuntos comerciais, Jay Carney.

No começo de setembro, o senador democrata pelo estado de Vermont, Bernie Sanders, apresentou um projeto de lei que propõe taxar as grandes empresas americanas, cujos funcionários recebem auxílio social, devido a salários insuficientes.

Sanders tinha apontado especialmente para Bezos, considerado atualmente o homem mais rico do mundo, cuja fortuna, fruto da criação da Amazon, está estimada em 166 bilhões de dólares.

"A questão aqui é que no país mais rico da história do mundo, vemos imensos níveis de desigualdade de renda e riqueza. Neste país, nosso padrão deveria ser que, se você trabalha 40 horas por semana, deve viver abaixo da linha da pobreza", explicou o senador, que concorreu com Hillary Clinton na última campanha presidencial em 2016 para se tornar o candidato democrata na luta pela Casa Branca.

O presidente americano, o republicano Donald Trump, promoveu um corte de impostos, dizendo que isso aumentaria indiretamente os salários. A Casa Branca defende que os benefícios trabalhistas que muitos empregados recebem desde então são indicadores da prosperidade vigente.

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