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Estado de Minas

Bezos, CEO da Amazon, investirá fortuna em educação


postado em 13/09/2018 16:30

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, anunciou que irá lançar um fundo filantrópico com um compromisso inicial de US$ 2 bilhões para ajudar famílias carentes e construir pré-escolas em comunidades de baixa renda.

O homem mais rico do mundo fez este anúncio no Twitter um ano depois de pedir ideias sobre como ele poderia usar sua fortuna pessoal - estimada em cerca de US$ 163 bilhões - para esforços de caridade.

O "Bezos Day One Fund", criado com sua esposa MacKenzie, contribuirá para "organizações sem fins lucrativos existentes e que ajudam famílias sem-teto" e também financiará "uma rede de pré-escolas novas e sem fins lucrativos em comunidades de baixa renda", segundo o tuíte.

O dinheiro será doado para organizações "que estão fazendo um trabalho humanitário para alimentar e dar um teto (...) para jovens famílias" desabrigadas, explicou o fundador da Amazon.

Também servirá para lançar uma rede de escolas de "alta qualidade" para estudantes bolsistas.

Essas escolas vão operar "com os mesmos princípios que regem a Amazon", alertou: "A criança será o cliente".

- 33 milhões aos "Dreamers" -

Essa doação, que corresponde a cerca de 1% da fortuna de Bezos, permanece bem abaixo dos esforços filantrópicos de outros multibilionários como co-fundador da Microsoft Bill Gates - que doou vários bilhões de dólares para a sua fundação - ou o fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, que se comprometeu a doar 99% de suas ações para uma instituição de caridade.

Também ainda está muito distante da iniciativa lançada por Bill Gates e pelo riquíssimo investidor americano Warren Buffett, que incentivaram seus colegas ricos a se comprometerem a gastar metade de seu dinheiro em filantropia.

Jeff Bezos, cuja fortuna vem da criação da Amazon, que acaba de ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em capitalização de mercado, também criou a empresa de exploração espacial Blue Origin e é proprietário do The Washington Post.

Em 2017, ele doou US$ 33 milhões para um fundo de bolsas de estudo aos "Dreamers", os jovens sem documentos que entraram clandestinamente nos Estados Unidos ainda crianças com seus pais.

Também financiou pesquisas contra o câncer, bem como Princeton, sua antiga universidade.

Ele explicou que deseja que "sua atividade filantrópica ajude as pessoas agora, no curto prazo, na encruzilhada de necessidades urgentes e de impacto duradouro".

O sucesso da Amazon também significa que o gigante de Seattle (noroeste dos Estados Unidos) é frequentemente visto como um rolo compressor para a competição e até para as condições de trabalho de seus próprios funcionários.

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