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Estado de Minas

Guerrilha ELN liberta seis reféns na Colômbia


postado em 12/09/2018 21:24

O Exército de Libertação Nacional (ELN) libertou nesta quarta-feira (12) seis pessoas que havia sequestrado em agosto na Colômbia, uma das exigências do governo para retomar os diálogos de paz, informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Hoje em Chocó acompanhamos a comissão humanitária que facilitou a libertação de seis pessoas que estavam em poder do ELN desde agosto. Nos alegra saber que em breve poderão se reencontrar com suas famílias", indicou o organismo no Twitter.

Tratam-se de três policiais, um soldado e dois funcionários terceirizados civis sequestrados pela guerrilha em 3 de agosto, quando passavam por um rio do departamento de Chocó, no noroeste do país.

"Celebro que haja pessoas que estejam voltando hoje para suas casas depois de terem sofrido a tragédia do sequestro", disse o presidente Iván Duque na cidade de Pasto, departamento de Nariño, na fronteira com o Equador.

No entanto, para retomar o diálogo o presidente exige que o ELN liberte todas as pessoas em seu poder e que suspenda "todas as atividades criminosas".

"Se não começarmos por isso, acabaremos validando a violência como um meio de acesso à negociação com o Estado, esse foi um erro histórico que se cometeu na Colômbia", afirmou.

Os libertados foram entregues a uma comissão humanitária integrada pela Defensoria Pública (ombudsman), pelo CICV e pela Igreja Católica.

O comandante Uriel, da Frente de Guerra Ocidental Omar Gómez do ELN, à qual os sequestros foram atribuídos, assegurou em uma mensagem enviada a jornalistas que a libertação aconteceu "apesar das dificuldades e artimanhas colocadas pelo governo nacional ao se negar a acordar protocolos para facilitar a libertação".

O governo assegura que são 18 os sequestrados pelo ELN entre 2012 e setembro, dos quais devem ser subtraídos os seis libertados nesta quarta e os três deixados em liberdade na semana passada na região fronteiriça com a Venezuela, segundo uma mensagem enviada pelo Ministério da Defesa à AFP. No total seriam nove os reféns.

O governo de Duque, que assumiu o poder em 7 de agosto com a promessa de endurecer as condições das negociações, também exige que o ELN cesse todas as ações criminosas para retomar as negociações que buscam superar meio século de conflito armado.

Reconhecida como a última guerrilha da Colômbia após o desarmamento e transformação das Farc em partido político no ano passado, o ELN acusou Duque na segunda-feira de acabar com o processo de paz ao apresentar "condições inaceitáveis" para retomar os diálogos em Cuba.

Contudo, o governo assegurou que mantém a sua vontade de paz, embora tenha mantido suas exigências à guerrilha.

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