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Estado de Minas

Socorristas buscam sobreviventes de terremoto que matou 20 no Japão

Fotografias aéreas mostraram montanhas literalmente divididas em dois por deslizamentos de terra que arrancaram todas as árvores na encosta e enterraram casas inteiras


postado em 07/09/2018 14:26

O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores. (foto: JIJI PRESS / AFP )
O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores. (foto: JIJI PRESS / AFP )
Os socorristas prosseguiam nesta sexta-feira (7) com a busca de sobreviventes sob a lama, após o terremoto de 6,6 graus de magnitude que abalou na quinta a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, cujo balanço provisório aumentou para 20 mortos.
 
A pequena localidade de Atsuma, próxima ao epicentro do tremor, foi a que mais sofreu, com 14 mortos.
Durante toda a noite, os socorristas buscaram sobreviventes, com a ajuda de escavadeiras e cães farejadores, um trabalho dificultado por tremores secundários.
 
"Muitas pessoas seguem sob a terra. Trabalhamos sem descanso mas os esforços de resgate são difíceis", comentou um militar das Forças de Autodefesa à rede de televisão NHK.
 
"Faremos todo o possível para encontrá-las rapidamente", acrescentou.
 
Fotografias aéreas mostraram montanhas literalmente divididas em dois por deslizamentos de terra que arrancaram todas as árvores na encosta e enterraram casas inteiras. 
 
Militares das forças de autodefesa chegaram à área para participar de operações de resgate. Cerca de 25.000 soldados foram mobilizados.
 
O epicentro do tremor foi situado 62 km a sudeste da capital regional, Saporo, apenas dois dias após um tufão causar importantes danos na região ocidental de Osaka. 
 
O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores.
 
"Não tenho palavras... Moro aqui há 20 anos, não sei o que dizer", confessou um jovem habitante da cidade.
 
 
Após um corte de eletricidade devido à paralisação de todas as usinas da região, 40% da população da ilha já tinha recuperado o fornecimento na manhã desta sexta-feira, segundo a empresa Hokkaido Electric. Mas cerca de 1,6 milhão de pessoas continuam sem energia.
 
"Vai ser preciso uma semana" para que a principal central elétrica volte a operar nornalmente, indicou o ministro da Indústria, Hiroshige Seko. Até lá, ele pediu que a população reduza seu consumo e "aos membros de uma mesma família permaneçam juntos em uma só casa".
 
Os serviços de transporte regressavam progressivamente à normalidade e os trens de alta velocidade voltam a circular na parte da tarde.
 
O aeroporto de Sapporo voltou a operar, após permanecer fechado na quinta-feira, quando foram anulados mais de 200 voos.
 
Mas a partida de futebol entre as seleções de Japão e Chile, prevista para esta sexta-feira, foi cancelada.
As autoridades alertaram para o risco de novos tremores: "Fortes abalos secundários ocorrem geralmente nos dois, ou três, dias seguintes", disse Toshiyuki Matsumori, encarregado de vigilância de tsunamis e terremotos da agência meteorológica.
 
"O risco de desabamento de casas e de deslizamentos de terra pode ter aumentado nas zonas que sofreram fortes abalos. Pedimos à população que preste atenção na atividade sísmica e nas chuvas, e que evitem as zonas de risco", advertiu Matsumori.

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