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Estado de Minas

Burberry renuncia às peles e destruição de sobras


postado em 06/09/2018 20:30

A marca de luxo britânica Burberry anunciou nesta quinta-feira (6) que vai acabar com a prática de destruir os produtos que não foram vendidos e também que deixará de utilizar peles em suas coleções.

A Burberry afirmou em um comunicado que não vai mais destruir roupas e cosméticos imediatamente, após ter estabelecido recentemente uma estratégia para lidar com os resíduos.

A marca afirma estar determinada a prosseguir com seus esforços para reutilizar, consertar, doar e reciclar os produtos que não foram vendidos.

Em seu relatório anual divulgado em julho, a Burberry disse ter destruído em 2017 artigos no valor de mais de 28 milhões de libras (36 milhões de dólares, 31 milhões de euros).

Esse número é um grande aumento, equivalente aos desaparecimento de cerca de 20.000 dos famosos trench coats da marca britânica.

Tanto os grandes distribuidores como as marcas de luxo costumam destruir seus produtos de sobra de coleção ao invés de vendê-los a preços mais baratos, como medida para proteger sua propriedade intelectual e impedir as falsificações.

"O luxo moderno significa ser responsável socialmente com o meio ambiente. Essa convicção é essencial para a Burberry e a chave de nosso sucesso a longo prazo", disse Marco Gobbetti, diretor-geral do grupo.

No mesmo comunicado, a marca confirmou que vai deixar de utilizar peles, principalmente na coleção que seu novo diretor criativo, o italiano Riccardo Tisci, vai apresentar em 17 de setembro na Semana de Moda de Londres.

Esta é uma "nova era", postou Tisci em sua conta no Instagram nessa quinta-feira.

A Burberry disse também que vai destruir progressivamente os produtos existentes que contenham peles.

"Vitória!", reagiu no Twitter a Associação de Defesa dos Animais PETA. "Após mais de uma década de mobilizações, a Burberry proíbe o uso de peles e de angora (lã natural) em suas coleções", diz o tuíte.

A Federação Internacional do Comércio de Peles expressou sua decepção, afirmando que "substituir peles naturais por materiais plásticos fabricados a partir de petróleo, como as peles sintéticas, não é de nenhum modo nem luxo nem responsabilidade".

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