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Estado de Minas

Economia chilena resiste a abalos internacionais e pode crescer 4,5% em 2018


postado em 05/09/2018 16:30

O Banco Central do Chile elevou, nesta quarta-feira (5), acima do esperado sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e fixou em um máximo de 4,5%, embora haja preocupações sobre o impacto das turbulências internacionais no segundo semestre.

No último Informe de Política Monetária (IPOM), o Banco Central surpreendeu o mercado ao aumentar sua estimativa de crescimento da economia, de uma faixa de entre 3,25% e 4% para entre 4 e 4,5%.

"Nesta oportunidade, a estimativa de crescimento potencial foi revisada para cima, o que é esperado em um contexto de recuperação do investimento, maior crescimento e uma inflação subjacente que segue contida", explicou diante do Congresso o presidente do BC, Mario Marcel.

Em outro relatório publicado nesta terça-feira, o BC informou que a atividade econômica durante o mês de julho cresceu 3,3% frente ao mesmo período de 2017, a menor expansão do ano, mas também em uma faixa mais alta do que o esperado.

"É uma correção muito significativa que acontece apesar das condições externas se deteriorarem", destacou o ministro da Fazenda, Felipe Larraín, ao comentar à imprensa os dados publicados pelo BC nesta quarta, que dão mostra, para ele, da "resiliência significativa frente aos choques externos" da economia chilena.

De acordo com o BC, a revisão da estimativa de crescimento do PIB para 2018 "responde ao comportamento da atividade no primeiro semestre do ano e a uma economia que crescerá em torno de um potencial mais alto".

Durante o primeiro semestre, o PIB chileno cresceu 4,8%, devido principalmente à recuperação da atividade mineradora, ao crescimento da demanda interna e do investimento.

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