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Estado de Minas

Cresce o número de grávidas viciadas em opioides nos EUA


postado em 09/08/2018 17:30

O número de mulheres grávidas viciadas em opioides quadruplicou nos Estados Unidos em 15 anos, segundo dados oficiais publicados nesta quinta-feira (9), o que confirma a magnitude da crise de saúde pública que o país atualmente enfrenta.

Um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), inédito a nível nacional, revelou "aumentos significativos" entre 1999 e 2014 "nos 28 Estados que dispõem de dados".

"Esses números exibem o impacto devastador da crise dos opioides nas famílias dos Estados Unidos, inclusive os mais jovens", declarou o diretor dos CDC, Robert Redfield.

"Um vício em opioides não tratado durante a gravidez pode ter consequências terríveis", acrescentou.

Os riscos de mortalidade materna e infantil e de parto prematuro aumentam consideravelmente. Bebês nascidos de mulheres que usaram opioides durante a gravidez frequentemente desenvolvem o mesmo vício e devem sofrer a sua falta após o nascimento, a chamada síndrome da abstinência neonatal.

"O uso de opioides em mulheres grávidas é um grande problema de saúde pública", diz o relatório do CDC.

A taxa de mulheres que sofrem de dependência deste tipo de substância quando chegam ao hospital para dar à luz "aumentou de 1,5 por 1.000 em 1999 para 6,5 em 2014", de acordo com o documento, que não especifica os tipos de opioides envolvidos.

Os Estados Unidos atualmente enfrentam uma grave crise de vício em opioides, entre os quais são incluídos analgésicos como oxicodona e heroína, que provocou 42 mil mortes em 2016.

OS CDC responsabilizam parcialmente os médicos que prescrevem opioides em excesso e devem redobrar os esforços para evitar que grávidas desenvolvam um vício e ajudá-las a fazer tratamentos.

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