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Estado de Minas

Zimbábue sob pressão à espera de resultados eleitorais oficiais


postado em 02/08/2018 14:12

O governo do Zimbábue anunciou nesta quinta-feira que começará a divulgar os resultados oficiais das eleições a partir das 20H00 GMT (17h00 de Brasília), enquanto o líder opositor Nelson Chamisa insistia em sua vitória.

Segundo um último balanço da polícia divulgado nesta quinta, seis pessoas morreram em confrontos com soldados durante manifestações contra as supostas fraudes eleitorais.

"Os resultados vão começar a ser anunciados a partir das 22H00", declarou o porta-voz da Comissão Eleitoral, Qhubani Moyo, na capital Harare. "Esperamos que todos os resultados sejam anunciados hoje", acrescentou à AFP.

Na segunda-feira foram realizadas as primeiras eleições gerais no Zimbábue depois da queda do presidente Robert Mugabe em novembro, após 37 anos no poder.

A votação provocou esperanças de que marcaria o início de uma nova era no país africano, onde as eleições são frequentemente marcadas por fraudes e violência.

Mas na quarta-feira, o anúncio de uma vitória inesperada do partido Zanu-PF, no poder desde 1980, provocou protestos na capital.

Os soldados saíram às ruas para reprimir os protestos, atirando contra a multidão.

O presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, pediu nesta quinta uma solução pacífica para as divergências com a a oposição.

"É mais importante do que nunca que demonstremos união e nos comprometamos a solucionar nossas diferenças pacificamente e dentro da lei", declarou Mnangagwa.

"Estamos em contato com Nelson Chamisa (o líder da oposição) para debater como desativar a situação", completou o presidente no Twitter.

Disputaram as eleições Emmerson Mnangagwa - de 75 anos e ex-braço direito de Robert Mugabe - e Nelson Chamisa - de 40 anos e líder do Movimento para a Mudança Democrática(MDC).

A comunidad einternacional - Reino Unido, Estados Unidos e ONU-, pediu "moderação" por parte do poder político e das forças de ordem após os episódios de violência e mortes na capital.

Antes de atirar em manifestantes, a Polícia também usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar a multidão, concentrada em frente aos escritórios temporários da Comissão Eleitoral, ao que os manifestantes responderam atirando pedras e erguendo barricadas.

Na quarta, Mnangagwa acusou o partido opositor MDC pelos incidentes.

"Consideramos responsáveis a aliança opositora MDC e seus líderes por essa perturbação da paz nacional, cujo objetivo era desestabilizar o processo eleitoral", declarou em um comunicado.

O presidente Mnangagwa, que tenta diferenciar-se de seu predecessor, havia prometido eleições livres, transparentes e pacíficas, na esperança de atrair os investidores ocidentais para seu país à beira da falência.

Mnangagwa sucedeu Robert Mugabe depois do golpe militar que levou o líder nonagenário a renunciar ao poder. O novo presidente confiou aos militares várias posições-chave em seu governo.

Se nenhum candidato obtiver a maioria absoluta, um segundo turno será realizado em 8 de setembro.

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