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Estado de Minas

EUA avalia elevar tarifas sobre importações chinesas a 25%


postado em 01/08/2018 19:18

Os Estados Unidos podem ampliar suas tarifas sobre importações chinesas, alcançando 200 bilhões de dólares, numa tentativa de pressionar Pequim a reformar suas práticas comerciais, anunciaram autoridades americanas nesta quarta-feira (1).

O presidente Donald Trump pediu para o representante comercial americano (USTR), Robert Lighthizer, avaliar a elevação das tarifas propostas a 25% - contra 10% anunciados antes.

"Fomos muito claros sobre as mudanças específicas que a China deveria realizar. Infelizmente, em vez de mudar seu comportamento ruim, a China retaliou ilegalmente os trabalhadores, agricultores e empresas americanos", afirmou Lighthizer em nota.

Funcionários minimizaram especulações de que o objetivo deste movimento é compensar a fraqueza da moeda chinesa. O dólar tem ganhado força desde abril, conforme o banco central americano aumenta a taxa de juros, atraindo investidores em busca de retornos seguros.

"É importante que os países evitem desvalorizar moedas por motivos competitivos", afirmou um funcionário de alto escalão à imprensa. "Mas eu não concluiria que o anúncio que fazemos hoje está ligado a qualquer outra prática".

Washington e Pequim se enfrentam após acusações americanas de que as exportações chinesas se beneficiam de políticas injustas, bem como de roubo de propriedade intelectual dos EUA.

Trump ameaçou impor tarifas sobre praticamente todas as exportações da China para os Estados Unidos.

Funcionários disseram estar em contato constante com seus colegas chineses, mas não tinham reuniões marcadas.

Os Estados Unidos já impuseram tarifas de 25% sobre 34 bilhões de dólares em produtos chineses, e outros 16 bilhões serão alvos nas próximas semanas.

Em 10 de julho, Washington divulgou uma lista de outros 200 bilhões de dólares em produtos chineses, de áreas tão variadas quanto maquinário elétrico, artigos de couro e frutos do mar, que seriam afetados por tarifas de importação de 10%.

Aumentá-las para 25% pode tornar a situação muito mais difícil para o lado chinês

Jake Colvin, vice-presidente do Conselho Nacional de Comércio Exterior, disse que o governo Trump poderia estar se encurralando.

"É difícil ver como essa ação auxilia uma solução para o que é uma crise comercial crescente", disse à AFP.

Trump e altos funcionários do governo acreditam que o volume de importações dos Estados Unidos e a saúde vigorosa da economia americana dão a Washington uma vantagem no atual confronto.

Mas Fred Bergsten, diretor fundador do Instituto Peterson de Economia Internacional, disse à CNBC que a China seria capaz de absorver esses golpes com mais facilidade do que Washington.

"Eles podem expandir seus estímulos, gastos fiscais, empréstimos bancários", disse ele. "Podem compensar muito melhor do que nós podemos. Eles vêm de uma base muito maior."

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