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Estado de Minas

Fed mantém taxas de juros nos EUA, mas sinaliza próxima alta


postado em 01/08/2018 16:48

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) manteve, nesta quarta-feira (1), as taxas de juros atuais - entre 1,75% e 2% - mas destacou a solidez da economia dos Estados Unidos e sinalizou a possibilidade de uma nova alta do custo do crédito.

O mercado financeiro já espera um aumento das taxas em setembro, mas a decisão do Fed também fortalece a possibilidade de uma quarta alta em dezembro.

Em seu comunicado após dois dias de análise, o Comitê Monetário do Fed (FOMC) considerou, contudo, que a atividade "avança em ritmo forte" e apontou que o consumo - motor da economia americana - "aumentou solidamente".

Essas duas mudanças semânticas em relação ao comunicado de sua reunião de junho, que já apontava para um panorama otimista, devem ser interpretados pelos mercados como sinais de um aumento dos juros na reunião do FOMC prevista para 26 de setembro.

O Fed repetiu que espera que "futuras altas progressivas" das taxas acompanharão "uma expansão sustentada da atividade econômica".

O comunicado não menciona eventuais prejuízos provocados pelos conflitos comerciais internacionais e insiste que os riscos estão "equilibrados".

O crescimento do PIB americano alcançou uma taxa de 4,1% no segundo trimestre pela primeira vez em quatro anos, em consequência dos cortes de impostos estabelecidos por Trump em dezembro para estimular a economia.

A taxa de desemprego, que se mantém "baixa", segundo o Fed, em 4%, pode cair a 3,9% em junho, apontam analistas. Os dados oficiais serão divulgados nesta sexta-feira.

O Fed comemorou que a inflação se mantenha "em torno" de sua meta de 2%. O índice inflacionário PCE, preferido pela entidade, mostrou que, em ritmo anualizado, os preços subiram 2,2% em junho e em maio.

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