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Estado de Minas

Ex-vice-presidente da RD Congo desembarca em Kinshasa


postado em 01/08/2018 06:48

O ex-vice-presidente congolês Jean Pierre Bemba desembarcou nesta quarta-feira no aeroporto de Kinshasa, em seu retorno ao país mais de 11 anos depois de ter abandonado a República Democrática do Congo (RDC) com o objetivo de disputar a eleição presidencial.

O avião privado procedente da Bélgica que transportou Bemba, absolvido e liberado em junho pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), pousou no aeroporto de N'Djili pouco depois das 8H30 GMT (5H30 de Brasília).

Ele chegou acompanhado pela esposa e foi recebido por seus simpatizantes, do Movimento de Libertação do Congo (MLC). Vários seguidores o aguardavam nas imediações do aeroporto.

"A caminho da terra de meus ancestrais, minha pátria", escreveu no Twitter Jean Pierre Bemba, 55 anos, ao lado de uma foto de seu embarque na Bélgica.

Bemba deseja apresentar sua candidatura para as eleições de 23 de dezembro, que a princípio devem definir o sucessor do presidente Joseph Kabila.

O chefe de Estado não poderá disputar a eleição, mas ainda não definiu nenhum candidato de seu grupo. O prazo para a apresentação das candidaturas termina em 8 de agosto.

Centenas de policiais foram mobilizados no centro da cidade e no aeroporto.

Mais de 200 pessoas se reuniram na sede do MLC. No restante da cidade o clima era tranquilo.

Jean Pierre Bemba, que já foi um rico empresário, antes de virar um senhor da guerra e depois vice-presidente, abandonou o país em 11 de abril de 2007, após os combates violentos entre sua milícia e o exército de Kabila, que deixaram quase 250 mortos.

Desde então, o ex-vice-presidente e candidato derrotado por Kabila nas eleições 2006 passou 10 anos nas prisões do TPI, depois de ter sido condenado em junho de 2016 a uma pena de 18 anos pelos abusos de sua milícia na República Centro-Africana em 2002-2003.

A surpreendente absolvição em junho gerou grande satisfação entre seus simpatizantes da região oeste da RDC e foi recebida com certa benevolência por parte do governo, que facilitou seu retorno ao país com a emissão de um passaporte diplomático.

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