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Estado de Minas

Condenam 28 ex-paramilitares por atos que deixaram 6 mil vítimas na Colômbia


postado em 09/06/2018 15:42

Um tribunal da Colômbia condenou a "penas alternativas" 28 ex-paramilitares por atos cometidos entre 1997 e 2006 que deixaram mais de 6 mil vítimas em seis departamentos do país, informou a Procuradoria neste sábado (9).

Os condenados foram considerados responsáveis de homicídio, desaparecimento forçado, deslocamento, recrutamento e violência baseada em gênero, "em padrões de criminalidade sistemáticos, generalizados e repetidos", indicou o ente acusador em comunicado.

"As cinco condutas identificadas fizeram parte de uma diretriz estabelecida para, violentamente, ganhar território sem importar em que nível afetaria a população civil, especialmente mulheres, os afro-colombianos e índios da comunidade Emberá Dobidá", acrescentou.

A sentença foi emitida por um tribunal da cidade de Medellín sob o sistema de Justiça e Paz, criado pelo governo de Álvaro Uribe (2002-2010) no âmbito do processo de desmobilização das milícias de ultradireita em 2006.

O Justiça e Paz outorga aos paramilitares penas máximas de oito anos em troca de que confessem seus crimes, alguns contra a humanidade.

A sentença ordenou a reparação econômica e simbólica por parte dos ex-paramilitares às 6.069 vítimas e os obrigou a participar de atividades simbólicas para ressarcir os afetados.

Além disso, os sentenciados deverão cumprir "com atos públicos de reconhecimento de culpa e arrependimento, nos quais pedirão perdão às vítimas e se comprometerão a não incorrerem em condutas novamente puníveis".

Os ex-combatentes pertenceram ao bloco Elmer Cárdenas das extintas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Entre os atos apresentados pela Procuradoria estão os massacres de La Horqueta (centro), no qual morreram 17 pessoas em 1997, e de Bojayá (noroeste), no qual faleceram 79 civis depois que - em meio a combates entre guerrilhas e paramilitares - as Farc lançaram um explosivo em uma igreja onde a comunidade se protegia.

Entre os sentenciados está o chefe do bloco, Fredy Rendón Herrera, conhecido como El Alemán, também condenado pelo sequestro da ex-senadora Piedad Córdoba em maio de 1999.

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